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22 de setembro de 2017

Comando diz que não vai punir general por falar em Intervenção militar

Eduardo Villas Bôas alega que é preciso contextualizar fala de Mourão dada em ambiente fechado após ser provocado

Ainda sobre o general Mourão, o comandante do Exército brasileiro diz que ele é "um grande soldado, uma figura fantástica, um gauchão." 

O comando do Exército brasileiro não deverá punir o general Antonio Hamilton Mourão. Na sexta-feira passada, 15, em uma palestra promovida pela maçonaria, em Brasília, o general disse que "seus companheiros do Alto Comando do Exército" entendiam que uma intervenção militar poderia ser adotada, caso o Poder Judiciário não solucionasse o problema político do País, envolto em um mar de lama de corrupção. Na terça-feira, 19, em entrevista ao jornalista Pedro Bial, da TV Globo, o comandante do Exército brasileiro, general Eduardo Villas Bôas, minimizou as declarações de Mourão e disse que ele não será punido, sob argumento de que é necessário contextualizar a fala dele, que se deu em um ambiente fechado, após ter sido provocado. "Ele (Mourão)não fala pelo Alto Comando, quem fala pelo Alto Comando e pelo Exército sou eu", emendou.

Na entrevista, Villas Bôas diz que "ditadura nunca é melhor" e que é preciso entender o momento na circunstância em que ele ocorreu, com Guerra Fria e polarização ideológica. Hoje, diz o general, o País tem instituições amadurecidas e um sistema de peso e contrapeso que dispensa a sociedade de ser tutelada.

Ainda sobre o general Mourão, o comandante do Exército brasileiro diz que ele é "um grande soldado, uma figura fantástica, um gauchão." E disse que ele inicia a fala que deu toda essa repercussão dizendo que segue as diretrizes do comandante. "E nossa atuação desde o início das crises, do impeachment, era promover a estabilidade, pautar sempre pela legalidade, e preservar a legitimidade que o Exército tem." E frisou que já conversou com o general "para colocar as coisas no lugar", mas sem punição.

Na segunda-feira, 18, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, convocou Villas Bôas para pedir explicações após a repercussão negativa das declarações do general. No final de semana, após tomar conhecimento das declarações, Jungmann relatou o fato ao presidente Michel Temer, dizendo que tinha deixado nas mãos do comandante do Exército a decisão sobre como conduzir o caso. Em outubro de 2015, Mourão já havia protagonizado outro episódio polêmico, ao criticar o governo e a então presidente Dilma Rousseff. Na ocasião, ele perdeu o Comando Militar do Sul e foi transferido para a Secretaria de Economia e Finanças, um cargo burocrático. Pelo Regulamento Disciplinar do Exército, Mourão poderia ser punido por dar declarações de cunho político, sem autorização de seu superior hierárquico.*Estadão

21 de setembro de 2017

Entradas de cacau começam a crescer na Bahia

 
O volume das entradas de cacau da Bahia, finalmente, começou a aumentar e a tendência é que continue a crescer de agora em diante. No período de 04 a 10 de setembro, os recebimentos baianos somaram 31.141 sacas de 60 quilos. 

No acumulado, a Bahia tem 492.692 sacas. Já os recebimentos dos demais estados produtores prosseguem com seu declínio sazonal, somando 21.969 sacas no período citado. No acumulado, eles têm 492.992 sacas. 

O total recebido do Brasil na semana em análise foi de 53.110 sacas. As entradas brasileiras nesta safra somam 1.508.282 sacas, sendo que 522.598 foram importadas de outros países. 

Segundo informações do analista de mercado e especialista na commodity cacau, Thomas Hartmann, as entradas baianas serão substanciais nos dois primeiros meses da safra principal, mas deverão começar a diminuir bruscamente a partir do final do ano.

17 de setembro de 2017

General fala em intervenção militar diante da crise enfrentada pelo País

"Os Poderes terão que buscar uma solução, se não conseguirem, chegará a hora em que teremos que impor uma solução… e essa imposição não será fácil", declarou Antônio Hamilton Mourão

 Hamilton Martins Mourão, general do Exército Brasileiro

O general do Exército da ativa Antonio Hamilton Martins Mourão falou por três vezes na possibilidade de intervenção militar diante da crise enfrentada pelo País, caso a situação não seja resolvida pelas próprias instituições. A afirmação foi feita em palestra realizada na noite de sexta-feira, 15, na Loja Maçônica Grande Oriente, em Brasília, após o então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denunciar pela segunda vez o presidente Michel Temer por participação em organização criminosa e obstrução de justiça. Janot deixou o cargo nesta segunda-feira.

A atitude do general causou desconforto em Brasília. Oficiais-generais ouvidos pelo jornal "O Estado de S. Paulo" criticaram a afirmação de Mourão, considerada desnecessária neste momento de crise.

REFLEXÃO

"Por mais que tenha ideologia, em algum momento o historiador deve adotar um grau de imparcialidade, relatando os fatos como aconteceram, sem colocar as suas convicções acima de tudo"