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30 de setembro de 2021

Dados de chaves Pix de mais de 395 mil clientes foram vazados

Banco Central diz que dados sensíveis, como senhas e saldos,não foram afetados; banco sergipano informa que vazamento não afetou confidencialidade

Imagem/Reprodução/Internet

Depois de o Banco Central (BC) alertar nesta quinta-feira sobre um vazamento de dados de chaves Pix pelo Banco do Estado de Sergipe (Banese), a instituição informou que detectou consultas indevidas a 395.009 chaves utilizadas no meio de pagamento.

O Banese informou porém, que o evento "não afetou a confidencialidade de senhas, histórico de transações ou demais informações financeiras de seus clientes".

É o primeiro incidente de segurança de dados do Pix desde que o sistema da pagamentos instantâneos foi criado pelo BC em novembro de 2020.

Em comunicado divulgado na noite desta quinta-feira, o banco controlado pelo governo de Sergipe ressaltou que o vazamento ocorreu nas chaves cadastradas com números de telefone, de pessoas que não são clientes do banco, a partir do acesso de duas contas bancárias de clientes do Banese.

A instituição também comunicou que os dados provavelmente foram obtidos por meio de golpes de engenharia social, como phishing.

O banco informou ainda que tem trabalhado junto com o BC na apuração e comunicação dos fatos, e que adotou ações de contenção e medidas técnicas, como a revogação do acesso às duas contas utilizadas e a implementação de mecanismos de segurança para evitar que casos semelhantes voltem a ocorrer.

Em nota, a autoridade monetária confirmou que dados sensíveis, como senhas, informações de movimentações e saldos não foram afetados. O vazamento foi apenas das chaves Pix, que não permitem movimentação de recursos nem acesso às contas.

A chave Pix é como uma identidade de cada usuário no novo sistema de pagamento e pode ser tanto um CPF, um e-mail, um número de telefone quanto uma chave alfanumérica aleatória. O número é utilizado para facilitar as transações.

28 de setembro de 2021

Mulher morre com suspeita de fungo negro na Bahia

 

Uma mulher de 36 anos morreu na última sexta-feira (24) suspeita de mucormicose, doença mais conhecida como fungo negro. A paciente estava internada no Hospital Aurélio Justiniano Rocha, no município de Paramirim, sertão baiano. 

Uma familiar, que preferiu não se identificar, relatou que ela passou por uma tomografia dias antes de falecer e os médicos avisaram à família sobre a suspeita da doença, que vem sendo relacionada ao coronavírus desde que milhares pessoas na Índia desenvolveram a enfermidade. 

A vítima de Paramirim era feirante e tinha dois filhos, com quem morava junto ao marido. De acordo com a família, o primeiro sintoma foi uma paralisia, seguida de forte irritação e inchaço nos olhos, além de dificuldade para respirar pelo nariz e uma forte desidratação. 

"Foram 25 dias entre o início dos sintomas e a morte. O diagnóstico só veio na quinta passada, após uma tomografia. Os médicos concluíram que era suspeita desse fungo e precisaria ser transferida para Salvador com urgência, mas na sexta à tarde ela faleceu. Ela era muito nova, faria 37 anos no mês que vem", disse uma familiar, que afirmou que, até onde saiba, a mulher não teve covid. 


REFLEXÃO

"Por mais que tenha ideologia, em algum momento o historiador deve adotar um grau de imparcialidade, relatando os fatos como aconteceram, sem colocar as suas convicções acima de tudo"