
Joel
ainda se defendeu do conceito de ultrapassado. “Você vai pegar um
(avião) Concorde, tirar ele do chão, o melhor avião da companhia, você
vai pegar quem? O melhor piloto da companhia”, comparou, deixando claro
que, aos 64 anos, não veio a Salvador para ‘tomar esculacho ou fazer
turismo’.
Sempre com olhar fixo e procurando mostrar sinceridade, o
treinador garantiu ter recebido propostas de outros clubes durante o
período em que ficou parado, mas não aceitou por causa da recuperação de
uma cirurgia no quadril, feita há oito meses.
Gringo Mesmo
mais sério que de costume, Joel brincou e não aliviou na característica
autopromoção. Falou dos diversos clubes e países por onde passou e dos
12 títulos estaduais que, no coração dele, parecem ser 13. “A casa
estava pronta, era só entrar e morar”, afirmou sobre o título baiano de
2012 – ele treinou o time nas cinco primeiras rodadas; depois veio
Falcão.
A coletiva, por sinal, atrasou mais de uma hora devido a
uma reunião com atletas, direção e torcidas organizadas. “Chegamos a
conclusão que o melhor remédio é falar pouco e trabalhar muito”,
despistou.
No momento mais descontraído, Joel foi perguntado se
já conhecia o meia-atacante Freddy Adu: “Quem?”. Ao ser informado sobre o
americano, perguntou ao assessor de imprensa Jayme Brandão: “A gente
tem gringo aí?”.
Prontamente respondido que tem dois - sendo que o
argentino Rosales jogou na quinta contra o Maranhão, quando Joel
observou a partida -, ele garantiu que não haverá problemas na
comunicação. “Eu trabalhei quatro vezes na Arábia Saudita, uma no Japão,
uma na África do Sul, uma nos Emirados Árabes. Você acha que eu me
entendia como? Por mímica?”, disse, arrancando risos dos jornalistas.
“Eu sou tão bom que fiz uma propaganda (da Pepsi) e ela foi eleita a
melhor do ano”.
De besta, esse Papai Joel não tem nada...