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Deputado diz que Feliciano sofre preconceito por ser evangélico
Ele afirmou que os evangélicos não são homofóbicos
Folhapress
Uma das lideranças da bancada evangélica no
Congresso, o deputado Takayama (PSC-PR) afirmou nesta segunda-feira (8)
que a pressão pela saída do presidente da Comissão de Direitos Humanos
da Câmara, pastor Marco Feliciano (PSC-SP), demonstra preconceito contra
religiosos. A declaração foi feita durante uma sessão, no plenário da
Câmara, em homenagem à Igreja Assembleia de Deus.
Desde que assumiu a comissão do mês passado, o
deputado é alvo de protestos que pedem sua saída do cargo por
declarações consideradas racistas e homofóbicas por movimentos sociais.
Takayama também mandou um recado para o comando da Câmara e os líderes
partidários que se reúnem amanhã com Feliciano para discutir a sua
situação na presidência. “Se deixar prevalecer meia dúzia de ativistas
porque não têm visão igual a nossa, podemos colocar dois, três quatro
milhões de cristãos na porta dessa Casa”, disse o deputado.
Em outro recado aos colegas, o deputado afirmou que
as manifestações contra Feliciano abrem precedentes perigosos na Câmara.
“Isso também pode ocorrer amanhã em setor que não seja cristão e vocês
terão dificuldade de colocar seus representantes.” O deputado cobrou
coerência dos líderes da Câmara. “Nós nunca nos opusemos aos
simpatizantes da homossexualidade ou de qualquer outra visão estar
ocupando a presidência de comissões, mas quando temos a oportunidade de
colocar um presidente em uma comissão, querer dizer que não podemos?
Vale a pena a reflexão sobre toda essa situação”, disse.
Ele afirmou que os evangélicos não são homofóbicos.
“Se querem colocar essa pecha, não vão nos colocar. Não amamos a
prática.” Feliciano não compareceu à sessão. Alguns ativistas contra o
deputado tentaram estender faixas pedindo a saída dele na porta do
plenário, houve um princípio de tumulto com evangélicos, mas ninguém foi
detido pela Polícia Legislativa.

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