Esportes
"Errei e vamos consertar", diz Joel sobre saída em 2012 e retorno ao Bahia
O técnico foi oficialmente apresentado nesta sexta-feira
Ivan Dias Marques
ivan.marques@redebahia.com.br
O gosto pelo trabalho de Joel Santana pode variar. A direção do Bahia e os jogadores aprovam, a torcida anda ressabiada. Mas algo é certo: poucos treinadores no Brasil conhecem da profissão como Joel e raros sabem lidar com as palavras como ele.
Na sua apresentação oficial, ontem, no Fazendão, o novo técnico falou tudo aquilo que uma equipe sem rumo e uma torcida desconfiada gostariam de ouvir. Como é de costume, Papai Joel abusou das metáforas. “O amor é assim, cara. Você vai ter horas de brigas e vai ter horas de respeito e romantismo, das coisas se entenderem”, declarou, sobre a desconfiança do torcedor por causa da saída repentina para o Flamengo, no início de 2012. O treinador, por sinal, admitiu que não deveria ter deixado o Esquadrão àquela altura. “Errei e vamos consertar, todo mundo erra”.
ivan.marques@redebahia.com.br
O gosto pelo trabalho de Joel Santana pode variar. A direção do Bahia e os jogadores aprovam, a torcida anda ressabiada. Mas algo é certo: poucos treinadores no Brasil conhecem da profissão como Joel e raros sabem lidar com as palavras como ele.
Na sua apresentação oficial, ontem, no Fazendão, o novo técnico falou tudo aquilo que uma equipe sem rumo e uma torcida desconfiada gostariam de ouvir. Como é de costume, Papai Joel abusou das metáforas. “O amor é assim, cara. Você vai ter horas de brigas e vai ter horas de respeito e romantismo, das coisas se entenderem”, declarou, sobre a desconfiança do torcedor por causa da saída repentina para o Flamengo, no início de 2012. O treinador, por sinal, admitiu que não deveria ter deixado o Esquadrão àquela altura. “Errei e vamos consertar, todo mundo erra”.
Joel ainda se defendeu do conceito de ultrapassado. “Você vai pegar um (avião) Concorde, tirar ele do chão, o melhor avião da companhia, você vai pegar quem? O melhor piloto da companhia”, comparou, deixando claro que, aos 64 anos, não veio a Salvador para ‘tomar esculacho ou fazer turismo’.
Sempre com olhar fixo e procurando mostrar sinceridade, o treinador garantiu ter recebido propostas de outros clubes durante o período em que ficou parado, mas não aceitou por causa da recuperação de uma cirurgia no quadril, feita há oito meses.
Gringo
Mesmo mais sério que de costume, Joel brincou e não aliviou na característica autopromoção. Falou dos diversos clubes e países por onde passou e dos 12 títulos estaduais que, no coração dele, parecem ser 13. “A casa estava pronta, era só entrar e morar”, afirmou sobre o título baiano de 2012 – ele treinou o time nas cinco primeiras rodadas; depois veio Falcão.
A coletiva, por sinal, atrasou mais de uma hora devido a uma reunião com atletas, direção e torcidas organizadas. “Chegamos a conclusão que o melhor remédio é falar pouco e trabalhar muito”, despistou.
No momento mais descontraído, Joel foi perguntado se já conhecia o meia-atacante Freddy Adu: “Quem?”. Ao ser informado sobre o americano, perguntou ao assessor de imprensa Jayme Brandão: “A gente tem gringo aí?”.
Prontamente respondido que tem dois - sendo que o argentino Rosales jogou na quinta contra o Maranhão, quando Joel observou a partida -, ele garantiu que não haverá problemas na comunicação. “Eu trabalhei quatro vezes na Arábia Saudita, uma no Japão, uma na África do Sul, uma nos Emirados Árabes. Você acha que eu me entendia como? Por mímica?”, disse, arrancando risos dos jornalistas. “Eu sou tão bom que fiz uma propaganda (da Pepsi) e ela foi eleita a melhor do ano”.
De besta, esse Papai Joel não tem nada...
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