MASCOTE NOTICIAS E BELEZAS NATURAIS: 2013-06-23

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29 de junho de 2013

Notícias

Os interesses do PT e o lado oculto do plebiscito de Dilma



Presidente usa impulso dos protestos nas ruas para tentar emplacar uma perigosa reforma política que o PT fracassou em implementar no Congresso.

Destinada a confrontar a população com questões objetivas e diretas, a realização de um plebiscito é uma ferramenta legítima do processo democrático. A história recente, entretanto, demonstra que ele pode ser utilizado para propósitos pouco nobres: vizinhos sul-americanos recorreram ao mecanismo para tentar governar diretamente com o povo, passando por cima das instituições democráticas e se perpetuando no poder. Em resposta à inédita onda de protestos que chacoalhou o Brasil, a presidente Dilma Rousseff propôs uma consulta popular para promover uma reforma política no país – ainda que nenhum cartaz tenha reivindicado isso. A estratégia bolivariana, tirada da manga no momento mais crítico do seu governo, acoberta um perigoso interesse: aprovar o financiamento público de campanha e o voto em lista, antigos sonhos do PT.

Como avalia o ex-ministro da Justiça Miguel Reale Júnior, a opção pelo plebiscito “joga areia nos olhos do povo”. Um levantamento do Datafolha constatou que a reforma política era uma reivindicação de apenas 1% dos manifestantes que tomaram as ruas de São Paulo nas últimas semanas. Mas o governo não quer perder a oportunidade aberta pelo clima mudancista.

O PT defende o financiamento público de campanha porque seria o maior beneficiário desses recursos, já que tem a principal bancada na Câmara dos Deputados e esse é o critério usado para a divisão do bolo. Com o financiamento público, o partido conseguiria assegurar recursos superiores aos das outras siglas. Caso o caixa dois não seja efetivamente extinto, o que é uma hipótese plausível, o dinheiro de bancos e empreiteiras continuariam a seguir a lógica de favorecer quem tem a chave do cofre – no caso da União, o PT. Por isso, interessava mais ao partido a ideia inicial de Dilma, que incluía uma Assembleia Constituinte com poderes para dar os rumos à reforma. Mas a ideia fracassou por ser inconsistente e sem base jurídica. Ainda assim, o PT aposta na capacidade de mobilização de sua própria militância para moldar o sistema político-eleitoral.

Ciente das intenções de seu principal aliado, o PMDB é majoritariamente contrário ao financiamento público. Os peemedebistas têm bom relacionamento com o empresariado e um elevado número de governos estaduais; também por isso, não veem razões para uma mudança no sistema.


 

Voto proporcional – O sistema de eleição para deputados e vereadores é o segundo ponto-chave que deve constar do plebiscito. A adoção do voto em lista, outro tema que surgirá na consulta, favoreceria o PT. O partido tem questão fechada na defesa desse tema: seguidas pesquisas mostram que, dentre as legendas, o Partido dos Trabalhadores possui, de longe, a maior fatia de eleitorado fiel. O DEM, que se posiciona na centro-direita e não tem concorrentes neste campo, também quer o voto em lista.

O PSDB é a favor do voto distrital, cuja defesa consta do estatuto da sigla. A regra seria bem aplicável em estados como São Paulo e Minas Gerais – onde os tucanos têm maior poder de fogo. Nesses estados, muito extensos e populosos, os candidatos se dividem informalmente entre cidades e regiões, o que já se aproxima do voto distrital. O PSD também fechou questão em defesa do voto distrital.

Para o PMDB, que sofre de fraqueza programática e é mais personalista dos que as outras siglas, a saída defendida é o chamado “distritão”. O modelo é o mais simples possível: o eleitor escolhe o candidato, individualmente, e o voto não influencia o desempenho dos outros nomes do partido. Ganham os mais votados e o quociente eleitoral, que provoca o chamado “efeito Tiririca”, seria abolido. É como se cada estado fosse um distrito.

Pressa – Nos últimos dois anos, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se empenhou pessoalmente nas negociações para a implementação da reforma política defendida pelo PT. Mas, no Congresso, o tema emperrou. O partido já havia desistido de fazer uma reforma que valesse para as eleições de 2014 porque, nesse caso, a mudança precisaria estar aprovada até o início de outubro deste ano. Mas os protestos nas ruas foram vistos pelo PT como uma “janela de oportunidade”.  O partido não quer perder o impulso dado pelas manifestações populares. Por isso, tem pressa. E não é só: o momento atual é perfeito para que a sigla molde a reforma política ao seu gosto. Dono da maior bancada na Câmara e hóspede do Palácio do Planalto, o PT não pode garantir que esse cenário será o mesmo na próxima legislatura.

Com uma militância ativa em torno dos pontos centrais, além de braços organizados em sindicatos e entidades estudantis, o PT aposta que poderá converter essa força de mobilização em resultados no plebiscito. Para isso, é até bom que o eleitor comum, desmobilizado, não participe do processo. “Seguramente não são todos os cidadãos que vão se interessar por participar do plebiscito, mas todos aqueles que têm interesse neste debate terão espaço concreto de atuação: poder votar e ajudar a definir as prioridades da reforma política”, disse o ministro da Educação, Aloizio Mercadante.

O presidente do DEM, senador José Agripino Maia (RN), estranha a pressa repentina. “É no mínimo curioso. O governo tem pressa para encontrar o caminho diversionista e fugir da crise”, diz ele. O deputado Rubens Bueno, líder do novo MD (fusão do PPS com o PMN) na Câmara, defende que o Congresso elabore a reforma e a população apenas decida se aprova ou rejeita as mudanças, em bloco: “A nossa ideia básica é o Congresso Nacional votar todas essas sugestões e submetê-las a um referendo na mesma data das eleições do ano que vem”, diz.

Riscos e obstáculos – A cegueira momentânea causada pelo anúncio inesperado da presidente encobre uma dificuldade técnica: o de apresentar, por plebiscito, questões para as quais a votação pode não apresentar maioria. “Basta haver três perguntas para não ser plebiscito. Imagine que, no sistema eleitoral (proporcional, distrital e distrital misto), um tipo consiga 35% dos votos, o outro 34% e o terceiro 31%. Não há formação de maioria”, alerta Reale Júnior, que considera impossível usar esse modelo de votação para um tema como a reforma política. “Não há necessidade de chamar as pessoas para definir a reforma. É uma falta de juízo”, completa Reale, reiterando que os temas em jogo são bastante complexos.

Na última quarta-feira, o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Carlos Ayres Britto, comparou o plebiscito proposto agora com a entrega de um “cheque em branco” aos deputados e senadores que já miram nas eleições de daqui a um ano e meio. A metáfora de Britto é uma referência à grande margem de indefinição que pode resultar da votação que se desenha. O roteiro estabelecido para os plebiscitos é, em resumo, a criação de um decreto legislativo com um terço de aprovação de uma das Casas, a discussão dos temas e das perguntas ao eleitor, a apuração e o encaminhamento da decisão ao Congresso, que deve seguir a orientação das urnas. O rito é perfeito, por exemplo, para a decisão sobre a emancipação de um município. Mas incompatível com questões como financiamento público de campanhas ou sistemas de votação. Afinal, os eleitores definirão “se” algo deve ser feito, entregando aos parlamentares a decisão sobre “como” isso será posto em prática.

“Esse processo pode resultar em uma deliberação da população no vazio”, afirma Gustavo Binenbojm, professor de Direito Administrativo e Constitucional da UERJ e do curso de pós-graduação em Direito da Fundação Getúlio Vargas.

O plebiscito de Dilma, por enquanto, está mergulhado em incertezas. “A expressão ‘reforma política’ é nesse momento um rótulo em uma caixa vazia. Ninguém sabe ao certo quais medidas serão propostas”, explica o coordenador-geral do instituto de Direito da PUC-Rio, Adriano Pillati, para quem é preciso, no mínimo, de três a quatro meses de debate sobre o tema com a população.

A saída apontada pelos especialistas para que seja assegurada a participação popular, mas de forma mais prudente, é, ao fim do processo, a realização de um referendo. Depois de o Congresso fazer o texto da reforma política, a população seria convocada às urnas para dizer sim ou não sobre uma proposta real. Tecnicamente, é possível haver o plebiscito antes e o referendo depois – apesar de não se eliminar, com isso, os problemas na origem da proposta de agora. “Existe um risco de a opção da população ser desvirtuada. Por isso, deveria haver plebiscito e referendo”, afirma Ivar A. Hartmann, professor de Direito da FGV do Rio de Janeiro.

No momento, a demanda indiscutível da população nas ruas é por uma política menos corrupta e mais voltada para o interesse público. A reforma política – necessária e que se arrasta há anos sem que haja consenso – surgiu como a tradução possível feita pelos governantes para retomar o diálogo com os brasileiros. “Há uma esperança enorme em torno da reforma política. Apesar de necessária, nenhuma reforma produz políticos melhores. O que muda os políticos é a sociedade, através do voto”, lembra Adriano Pillati.


Fonte: Veja

Notícias

Canavieiras: Troca de prefeito está nas mãos do Judiciário 




Seis dos nove vereadores acabam de recorrer ao Ministério Público contra atos do prefeito Almir Melo, suspeito de desvio de verbas da Saúde, nomeação de servidores para cargos inexistentes, paralização de programas da área do bem-estar social, não apresentação de balancetes e outras irregularidades.

Assinaram a denúncia os vereadores Kinha Gildeon, Cacá Guimarães, Nilton Nascimento, Nide Enfermeira, João Moreira e Deny Mendes. A vice-prefeita Therezinha Niella Costa assumirá a prefeitura na hipótese de Almir Melo ser afastado para apuração das denúncias.
Mas, como adverte o advogado Élio Pereira, quem deverá assumir o cargo de Almir em definitivo é o Pastor Índio Isaias, caso o afastamento do prefeito se dê com base no Processo RCED 3559.

Pastor Índio Isaias ou Dra. Therezinha?
Informa o site do Tribunal Superior Eleitoral que o Processo RCED nº 3559 chegou ao gabinete do relator Cássio Miranda no dia 27 do mês passado.
Manifestação da Procuradoria Regional Eleitoral nesse processo: Almir Melo teria sido candidato a prefeito em desacordo com a legislação.

Em outras palavras, a Procuradoria acatou a tese do advogado Élio Pereira, que sempre defendeu que Almir não poderia ser candidato. Como foi e foi o mais votado, não poderia ser diplomado e, muito menos, ter tomado posse.

Comenta-se que ainda na fase pré-eleitoral o ex-ministro Geddel Vieira Lima teria advertido Almir sobre esse beiju. Geddel teria tocado na hipótese de Almir abrir mão da candidatura para Almir Júnior.

Vejam só as voltas que o mundo dá: os desdobramentos deste processo estão confirmando o que diziam o advogado Élio Pereira e o ex-ministro Geddel. Trocando em miúdos: o mandato de Almir está por um fio.

Canavieiras, então, está em vias de ver punido o usurpador Almir Melo e sua chapa, abrindo lugar para a posse do Pastor Índio Isaias, vice-prefeito na chapa de Otoniel, falecido recentemente e segundo colocado no pleito.

E sobre a hipótese da atual vice-prefeita Therezinha Niella Costa assumir a prefeitura?
Bem, não vingando o Processo RCED nº 3559, mas sendo Almir afastado por improbidade administrativa, denunciado que está em processos mais recentes, a lei é clara: assumiria a atual vice-prefeita.

Por W.Darzan

Fonte:http://istoenoticia.com/?p=31494

Notícias

Deputado condenado por desvio de R$ 8 milhões já está em penitenciária

 

Natan Donadon tem direito a cela individual por ter mandato parlamentar




Donadon foi condenado a 13 anos de prisão


O Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDFT) informou, por meio da assessoria, que o deputado federal Natan Donadon (RO) já está no Complexo Penitenciário da Papuda. Ele foi encaminhado para a Penitenciária do Distrito Federal, uma das unidades do complexo, onde cumprirá a pena. Donadon ficará em uma cela individual, mas sem regalias, segundo o tribunal.

De acordo com seu perfil no site da Câmara dos Deputados, Donadon não tem nível superior. Porém, ele tem direito a cela individual por ter mandato parlamentar, conforme informou a assessoria do tribunal.

O Supremo Tribunal Federal (STF) condenou Donadon a 13 anos, quatro meses e dez dias de prisão pelos crimes de peculato e formação de quadrilha. Ele se apresentou ao superintendente da Polícia Federal, Marcelo Mosele, em uma parada de ônibus, na área sul da capital federal, na manhã desta sexta-feira (28). O deputado estava acompanhado de seu advogado, Nabor Bulhões.

É o primeiro caso de um deputado federal preso durante o exercício do mandato desde a promulgação da Constituição Federal de 1988.

 Agência Brasil

Esportes

Após manifestações e vaia, Dilma não irá ao Maracanã no domingo


A ideia inicial de Dilma era estar presente no Maracanã no encerramento do campeonato, apesar de ter recebido uma sonora vaia, em Brasília





Estadão Conteúdo
Depois das manifestações que tomaram as ruas nas últimas semanas, a presidente Dilma Rousseff decidiu não comparecer, neste domingo, ao jogo entre Brasil e Espanha, na final da Copa das Confederações.

A ideia inicial de Dilma era estar presente no Maracanã no encerramento do campeonato, apesar de ter recebido uma sonora vaia, em Brasília, na abertura da competição, no estádio Nacional (Mané Garrincha). Mas, preocupada com o acirramento dos ânimos e aconselhada por auxiliares diretos, a presidente entendeu que seria uma exposição desnecessária ir ao Maracanã onde certamente o público dominante seria hostil à sua presença, repetindo as vaias da abertura da Copa das Confederações, ainda mais no Rio de Janeiro, estado onde os torcedores são ainda mais irreverentes.

Em 2007, o seu antecessor e padrinho político, Luiz Inácio Lula da Silva, também foi vaiado no Maracanã, na abertura dos Jogos Pan-Americanos. Não havia uma justificativa oficial para a mudança de planos da presidente, apesar de ela estar trabalhando no texto das perguntas para o plebiscito, na elaboração das regras para contratação dos médicos estrangeiros e se preparando para uma reunião ministerial.

No dia seguinte às vaias, em Brasília, na capital federal, os auxiliares diretos da presidente Dilma asseguraram que ela não se intimidaria e estaria presente na final. Mas os planos mudaram com a ampliação dos protestos, principalmente em volta dos estádios, e levaram a presidente a desistir de ir ao Rio de Janeiro para não se submeter a uma nova vaia.

Depois de ficar atônita com as crescentes manifestações, tentando entender o que estava acontecendo, a presidente Dilma passou as duas últimas semanas se reunindo com interlocutores de vários segmentos para preparar uma reação do governo. A previsão de estar no Maracanã neste domingo, para a final da Copa das Confederações, chegou a entrar na previsão de agenda da presidente Dilma, mas sumiu do sistema de informações.

O escalão precursor, que viaja antecipadamente para verificar as condições da cidade a ser visitada pela presidente, nem chegou a ser acionado. Na noite de sexta-feira, a informação oficial era que Dilma não iria ao Rio de Janeiro. Desde o início a presidente Dilma tinha intenção de comparecer à final da Copa das Confederações. Tanto que, em fevereiro, quando esteve na Nigéria, chegou a desejar boa sorte ao time nigeriano na Copa das Confederações e afirmou: “Asseguro que sua seleção será muito bem recebida no Brasil, em junho, para a Copa das Confederações. Tenho certeza que o presidente Goodluck Jonathan e eu assistiremos juntos à final Brasil e Nigéria no Maracanã”.

28 de junho de 2013

Notícias

Rumores de greve geral na segunda-feira circulam na internet

CUT e demais centrais não convocaram greve geral



Estadão Conteúdo

Rumores de que haverá uma grande paralisação no País começaram a circular nesta semana nas redes sociais na internet. A Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Estado de São Paulo e a Polícia Militar (PM) ainda não possuem nenhum tipo de estratégia ou esquema especial por conta do burburinho virtual. A página do grupo AnonymousBrasil, que possui mais de um milhão de seguidores, tem compartilhado banners com a “chamada” para protestos às 17 horas, em todas as cidades do País.

De acordo com a assessoria da SSP, não há “até o momento” nenhuma informação de passeata ou protestos na segunda-feira. A assessoria da PM também afirmou que “como não há nada de concreto e confirmado, ainda não foi estabelecido nenhum esquema especial de segurança”. O Movimento Passe Livre (MPL) em São Paulo, que promoveu sete protestos na capital paulista desde o dia 6, afirmou no dia 21 feira que não convocaria novas manifestações na cidade.

Além disso, há diversos avisos de usuários do Facebook pedindo boicote à suposta greve e alertando que a paralisação seria convocada por “oportunistas”. Muitos criticam que o primeiro evento no Facebook denominado “Greve Geral”, que chegou a ter milhares de seguidores e fazia referência ao ato de segunda-feira, teria sido feito por um internauta ligado a questões como a defesa do porte de armas. A falta de liderança explícita dos atos é o que tem causado incertezas sobre a ua realização.

Metrô
 
O Sindicato dos Metroviários da capital divulgou uma nota nesta sexta-feira afirmando que não participará de nenhuma paralisação na segunda-feira e que essa mobilização não tem caráter oficial. Segundo o sindicato, “diante da falsa informação que circula nas redes sociais sobre uma possível greve geral, marcada para o dia 1.º de julho, segunda-feira, os metroviários, que desde abril tem participado de toda as mobilizações pela redução das tarifas dos transportes coletivos, informam que não vão parar no dia 1.º”.

A entidade afirma ainda que a categoria fará uma assembleia na quinta-feira, 4, para discutir como será a participação dos metroviários no Dia Nacional de Luta, marcado para o dia 11, pelos sindicatos e centrais sindicais.

CUT
 
A Central Única dos Trabalhadores (CUT) já havia divulgado nota na segunda-feira, 24, afirmando que “nem a CUT nem as demais centrais sindicais, legítimas representantes da classe trabalhadora, convocaram greve geral para o dia 1.º de julho”.

Conforme a CUT, a convocação para a suposta greve “surgiu numa página anônima do Facebook e é mais uma iniciativa de grupos oportunistas, sem compromisso com os/as trabalhadores/as, que querem confundir e gerar insegurança na população”, diz o comunicado.

Notícias

Governo cria 'canal de diálogo' nas redes sociais para ouvir juventude

 

Medida foi anunciada nesta sexta-feira (28), após reunião da presidente Dilma Rousseff com movimentos ligados à juventude




Estadão Conteúdo

Diante das diversas demandas apresentadas por jovens que participam de manifestações em todo o País, o governo decidiu criar um “canal de diálogo” nas redes sociais na internet para ouvir a juventude, anunciou nesta sexta-feira a secretária nacional de Juventude, Severine Macedo.

“Precisamos ampliar e qualificar os espaços de participação e ouvir a opinião da juventude, e para isso estamos propondo a criação do observatório participativo, que será lançado sem ser na próxima semana, na outra, para que a gente possa ter um canal de diálogo permanente com os jovens, através das redes sociais, para consultas públicas e aprofundar o conteúdo acerca dos temas de juventude”, disse, após receber, no Palácio do Planalto, movimentos ligados à juventude, como as Uniões Nacional dos Estudantes (UNE) e Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes).

As redes sociais têm sido usadas como um dos principais ambientes de mobilização e convocação de protestos. De acordo com Severine, poderão ser discutidas no “observatório participativo” questões como o enfrentamento da violência nas periferias, educação e demandas dos jovens que vivem no campo.

“A nossa avaliação é fortalecer cada vez mais esse diálogo da Presidência (da República), da Secretaria-geral (da Presidência) e de todos os ministérios que têm pauta de juventude. Nosso entendimento é que as políticas sociais e universais são as que mais têm feito que a juventude hoje avance, mas suas especificidades precisam ser mais asseguradas. Daremos sequência a esse diálogo pelas redes sociais, mas também com momentos presenciais de elaboração, de acompanhamento e participação”, detalhou.

Segundo ela, o observatório servirá para abrir um canal de comunicação com jovens que não necessariamente pertençam a alguma organização social. “O observatório está aberto para o diálogo, para o jovem que quer opinar, ser consultado, discutir um tema da sua vida, sem, necessariamente, ter de ser eleito para um espaço de participação. Essa voz dele também será ouvida e sistematizada”, afirmou.

Notícias

Feliciano questiona encontro de Dilma com representantes LGBT: "somos invisíveis?"

 

O pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, foi retuitado por Feliciano


Imagens de arquivo


O deputado e pastor Marco Feliciano (PSC-SP) aparentou incômodo com o encontro entre a presidente Dilma Rousseff e representantes de movimentos jovens e ativistas gays. Nesta sexta-feira (28), ele usou o twitter para questionar: "Somos invisíveis?", disse, linkando para a notícia sobre o encontro. Feliciano não foi chamado pela presidente para conversar, em meio à onda de protestos que acontecem pelo País.
O pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, foi retuitado por Feliciano. Ele convoca os evangélicos a "acordar", dizendo que o grupo religioso é deixado de lado por Dilma. "Povo evangélico, acorda! Dilma se encontra com representante da Igreja Católica, LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transsexuais), vadias e etc. E nós? NADA! Depois vai querer o nosso voto em 2014", escreveu Malafaia. 

Depois que a ministra Maria do Rosário, da Secretaria dos Direitos Humanos, informou que o governo vai buscar impedir a aprovação do projeto da "cura gay", que derruba determinação do Conselho de Psicologia que impede os profissionais de oferecer tratamentos a homossexuais-, Feliciano tem criticado mais o governo Dilma. Hoje, o político afirmou que acredita que o projeto, aprovado na Comissão de Direitos Humanos da Câmara, da qual é presidente, não passará pelo Congresso.

Esportes

Com presidente de 19 anos, Catuense surpreende e briga para voltar à elite

 

 

Neto de Antônio Pena, um dos fundadores do clube, Roberto Pena fala sobre como é cuidar da tradicional Catuca tão jovem




Um dos principais celeiros de craques do futebol da Bahia nos anos 80 e 90, a Catuense faz campanha surpreendente na divisão de acesso do campeonato estadual em 2013. Após cinco anos longe do futebol profissional, o clube se organizou de última hora para fazer bonito e voltar à elite. Presidente do clube, Roberto Pena tem apenas 19 anos e segue os passos do avô Antônio Pena, um dos fundadores da agremiação.

"Foi um projeto inesperado. A gente estava trabalhando só com a base, mas aí recebemos o convite do presidente Ednaldo Rodrigues (Federação Bahiana de Futebol). Chamamos o técnico Sérgio Odilon, que a gente conhecia e alguns jogadores mais antigos que tem amor pela camisa da Catuense. Alguns passaram pela base do clube, outros estavam na nossa base e o Sérgio trouxe outros que ele conhecia", explicou o cartola, que desde cedo acompanha a Catuense e chegou a ser treinador de alguns times das categorias infantil e juvenil. 


Com 13 pontos, a Catuense lidera o Grupo A da divisão de acesso do Campeonato Baiano e espera apenas o fim da primeira fase para saber se continuará na luta pela subida. Tudo indica que sim, mas a matemática não permite adiantar que o time está classificado para fase semifinal. Como a Catuense já realizou todas as oito partidas, precisa aguardar os resultados de jogos que acontecem neste sábado para saber o futuro. Isso porque Ypiranga e Galícia medem forças em Feira de Santana e o Camaçari ainda pega o Ipitanga no Antônio Carneiro.

As contas são as seguintes: a eliminação da Catuense só acontece se Ypiranga (11 pontos) ou Galícia (10 pontos) vencerem, mas o Demolidor de Campeões precisaria ganhar por dois gols de diferença para assumir a liderança. Além disso, seria necessário que o Camaçari vencesse o Ipitanga de goleada, já que a equipe do Pólo tem dez pontos, mas um saldo de gols de menos cinco. A Catuca tem saldo de um gol.


O jovem Roberto Pena admite que a boa campanha não era esperada, uma vez que o planejamento foi feito às pressas. "Rapaz, eu não acreditava. Mas como a gente foi percebendo pelos treinamentos e amistosos, houve uma melhora e a gente viu que era um time que dava para competir", contou, garantindo que o clube está em dia com seus compromissos. "Está sim. Salários em dia, gratificação depois dos jogos, bicho... Temos nossos parceiros e tudo tem caminhado bem. Nosso primeiro passo é subir, arrumar nosso CT, nosso ônibus, dar uma estrutura melhor ao clube, como era antigamente. Se Deus quiser o time vai subir", projeta Pena.

Capacidade Responsável por gerir o clube fundado pelo avô e que já teve sua mãe como presidente, Roberto Pena assumiu o comando no final do ano passado e, na humildade, mostra desejo em aprender. "Comecei na escolinha da Catuense, trabalhei no infantil, no juvenil e subi para o profissional. É uma coisa inexplicável a sensação, mas me sinto capaz para botar o time para subir. Não tenho muita experiência, mas busco conhecimento com minha família".

Revelações Da Catuense saíram vários atletas que brilharam no Bahia e outros grandes clubes do futebol brasileiro nos anos 80 e 90, como Bobô, Vandick, Naldinho, Zanata e Luiz Henrique. Perguntado quais as promessas da Catuca que podem brilhar no futuro, Roberto Pena citou o lateral-esquerdo Danilo, o zagueiro e lateral Alex e os atacantes Diego e Uéslei. Todos formados na base do clube.
 
Matéria original iBahia:Com presidente de 19 anos, Catuense surpreende e briga para voltar à elite

Notícias

Vereador de Vila Velha é afastado do cargo

 

Almir Neres é acusado de empregar funcionária fantasma em seu gabinete


A Justiça determinou o afastamento do vereador de Vila Velha Almir Neres (PSD) do cargo e o bloqueio de 30% do salário dele, que é de R$ 7,4 mil. O parlamentar é acusado pelo Ministério Público Estadual (MPES) de empregar uma funcionária fantasma no gabinete e de receber o salário da servidora.

A decisão é da última quarta-feira, mas Almir disse não ter sido notificado sobre a liminar concedida pelo juiz Manoel Cruz Doval, da 3ª Vara da Fazenda Pública Estadual.

Na ação, o MPES afirma que a funcionária Francisca Pereira da Silva, uma senhora analfabeta que prestava serviços domésticos na casa do vereador, foi nomeada auxiliar e depois assessora parlamentar no gabinete de Almir. Mas a própria Francisca, em um primeiro depoimento, negou ter trabalhado na Câmara e disse que somente descobriu a nova função que recebeu no Legislativo municipal quando foi pedir a aposentadoria no INSS.

Em um segundo momento, no entanto, a mulher mudou a versão das declarações prestadas e, dessa vez, disse que atuava de manhã no gabinete, fazendo limpeza e café.

A servidora recebia R$ 4,6 mil por mês. Câmeras de uma agência do Banestes flagraram o vereador fazendo saques com o cartão magnético de Francisca.

“Pode-se facilmente detectar que o requerido comparecia pessoalmente ao banco e fazia saques na conta corrente da então servidora, inclusive à época do período eleitoral”, afirma o juiz na decisão.

"Não é fantasma", diz vereador
Almir Neres negou as acusações e disse que documentos comprovam o vínculo da servidora com a Câmara. “Eu ainda não fui notificado, mas ela nunca foi funcionária fantasma”, sustenta o vereador.

“E ela não era empregada doméstica na minha casa. Ia lá de vez em quando fazer limpeza, mas isso foi antes da eleição. Depois ela virou funcionária do meu gabinete”, alegou o parlamentar.

FONTE:http://gazetaonline.globo.com/index.php?id=

 

27 de junho de 2013

Notícias

Manifestação: População de Camacã sai às ruas e dá seu grito de alerta!




Nesta quinta feira aconteceu nas ruas de Camacã, um grande protesto com aproximadamente 500 pessoas a maioria de jovens e adolescentes. Os manifestante gritavam "sai pra rua Camacã" e segurando cartazes, exigindo principalmente saúde e educação. O protesto foi totalmente pacífico. A Polícia Militar acompanhou a manifestação de perto para inibir qualquer ato de vandalismo ou violência.

FONTE:http://www.otempojornalismo.com.br/v1/2013/06/27/manifestacao-da-seu-grito-de-alerta-sai-pra-rua-camaca/

Esportes

Festa privê com jogadores da Seleção em Salvador ganha repercussão na internet

 

Após publicação em blog de colunista, boatos foram repercutidos nas páginas de fofocas e no twitter

Desventuras na Copa das Confederações

Jogadores da Seleção Brasileira foram parar nas páginas de fofocas e celebridades após fotos de suposta festa em Salvador vazarem na Internet.
  1. Se a vida dos jogadores já é vigiada normalmente pelo chamado jornalismo de celebridades, imagina na Copa...

    Nos últimos dias, alguns jogadores da seleção foram parar nas páginas de fofocas após surgirem boatos e fotos de que eles teriam participado de uma festa, em Salvador, para comemorar a vitória sobre a Itália, na partida do último sábado (22).

    Tudo começou quando o colunista do jornal O Dia, do Rio de Janeiro, Leo Dias, publicou em seu blog o seguinte post:
  2. A internet e os sites de fofocas começaram a repercutir a história. A festa teria sido realizada no Tarantino Art Bar, localizado no bairro da Barra, em Salvador, na madrugada de sábado para domingo.

    Lá, em um camarote, os atletas Daniel Alves e Dante, segundo o colunista, teriam se divertido com mulheres e bebidas, como uísque Black Label, água de coco e energéticos, que teriam ficado na conta de Daniel Alves. Por volta das 2h30 teriam chegado ao local, ainda, os colegas de seleção David Luiz e Oscar. 

    Mais delicado, talvez, seja o caso dos jogadores Neymar e Júlio César, comprometidos, respectivamente, com as atrizes Bruna Marquezine e Susana Werner. Acompanhados também pelo jogador Lucas, nas fotos postadas na coluna, eles aparecem posando com mulheres. De acordo com a coluna de Leo Dias, os jogadores teriam ido a uma festa mais discreta, mas "como sempre tem alguém com uma máquina fotográfica disposta a vender uma foto para uma coluna fofoquenta…".


  3. Foto: Reprodução

  4. ·
  5.  
    @Camila_Fontes30 JULIO E' UM HOMEM MARAVILHOSO! AMO DEMAIS!
  6. @Camila_Fontes30 KKK SO' MOCINHA KKK PENA QUE FICA SO'EM FOTO. ELAS BEM TENTAM :-) MAS A MINHA FAMILIA E'DE DEUS
  7. bit.ly/17aNjoX UHU! FETINHA DE ARROMBA! AQUI EM CASA DEVE TER SIDO MELHOR KKK PELO MENOS O NIVEL DAS PESSOAS :-)


  8. E os outros usuários do twitter fizeram piadas com a situação:
  9. os jogadores da seleção tentando se explicar para suas mulheres e namoradas depois da 'festinha' em Salvador http://pic.twitter.com/YzhpDmYIaw
  10. @biabradley viu isso? Seu recalque bateu na Bruna Marquezine e ficou! hahaha blogs.odia.ig.com.br/leodias/2013/0…
  11. rapaz, a situação complicou RT @fabiofinelli: acho que o cara entregou meio time aqui... blogs.odia.ig.com.br/leodias/2013/0…
Notícias

Donadon descumpre acordo com PF e não se entrega


Parlamentar teve prisão decretada nesta quarta-feira pelo Supremo Tribunal Federal; ele foi condenado a 13 anos por envolvimento em esquema de corrupção em RO

 

O deputado federal Natan Donadon (PMDB-RO) não cumpriu o acordo firmado com a Polícia Federal de se entregar na manhã desta quinta-feira, 27. Diante disso, homens da PF estão nas ruas com a determinação de cumprir a ordem de prisão. A Inteligência da Polícia Federal foi acionada para monitorar todos os possíveis pontos em que o deputado possa estar. Postos da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em estradas e também equipes em aeroportos já foram avisadas da ordem. A PF trabalha neste momento considerando que Donadon ainda esteja em Brasília.

Mais cedo, policiais do Núcleo de Inteligência da PF estiveram no apartamento do parlamentar, na capital federal. Em Rondônia, policiais também foram acionados para tentar localizar o deputado.
O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou nessa quarta, 26, a prisão imediata do deputado, condenado a 13 anos, 4 meses e 10 dias, em regime inicialmente fechado, pelos crimes de formação de quadrilha e peculato. Ele foi acusado de envolvimento em desvios de recursos da Assembleia Legislativa de Rondônia. No final da tarde desta quarta-feira, a ministra do STF Cármen Lúcia expediu mandado de prisão imediata de Donadon. O mandado foi remetido para a Polícia Federal, que deverá realizar a detenção do parlamentar.

Seu irmão, o deputado estadual Marco Antônio Donadon (PMDB-RO), também condenado por envolvimento no mesmo caso, foi preso nessa quarta em Porto Velho.
 Notícias

Congresso entra em ritmo frenético e derruba até voto secreto para cassação

Pressionados por manifestações nas ruas, parlamentares aprovam propostas que estavam no limbo há anos




BRASÍLIA - Em marcha forçada pela pressão das ruas, Câmara e Senado adotaram um ritmo frenético de votações ontem e aprovaram várias propostas - algumas em tramitação há décadas - que surgiram na pauta de reivindicação da sociedade nas manifestações dos últimos dias.

Nesse compasso, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou a proposta de emenda constitucional (PEC) que institui o voto aberto para processos de cassação de mandato de parlamentar por falta de decoro e por condenação criminal, que ficou quase seis anos no limbo das votações. O Senado concluiu a votação, relâmpago, da lei que regulamenta a distribuição do Fundo de Participação dos Estados (FPE) com uma cláusula de proteção aos Estados. O Congresso deveria ter deliberado sobre as regras de distribuição do fundo em 1991.

Tanto o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), quanto o da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), convidaram representantes de movimentos e jovens ativistas que ocupam as ruas para reuniões no Parlamento com o propósito de conhecer a pauta de reivindicações. Deles, ouviram pedidos por mais cidadania, menos corrupção e até mesmo para que Calheiros deixe a presidência do Senado e o deputado Marco Feliciano (PSC-SP) renuncie à presidência da Comissão de Direitos Humanos.

Na pauta do clamor popular, a Câmara já havia rejeitado na noite de terça-feira a proposta de emenda constitucional que retrava poderes de investigação do Ministério Público. Antes apoiada pela maioria absoluta dos deputados, a chamada PEC 37 foi surpreendentemente derrubada por 430 votos contra apenas 9 a favor e 2 abstenções.
A proposta que institui o voto aberto nos processos de cassação dos parlamentares foi apresentada pela primeira vez em 2007 e, no ano passado, o senador Alvaro Dias (PSDB-PR) insistiu e reapresentou a ideia.

Donadon e mensaleiros. Aprovada na CCJ da Câmara, será agora apreciada por uma comissão especial. Depois, seguirá para o plenário, onde terá de ser aprovada por 308 votos, em dois turnos. O projeto já foi aprovado pelo Senado. Não será aprovada antes do julgamento do deputado Natan Donadon (PMDB-RO), que teve ontem pena de prisão decretada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), por seus pares (leia na A8). Mas deverá valer para os condenados no processo do mensalão, cujo julgamento na Casa deve ocorrer em 2014.

Também será julgado por voto aberto o parlamentar que firmar contrato com órgão ou entidade pública ou assumir um cargo nessas instituições após eleito. Valerá o voto aberto se o parlamentar responder a processo de cassação por acúmulo de mandato eletivo, se for proprietário ou diretor de empresa contratada por órgão público, ou se ocupar um cargo nesse tipo de instituição. Todos esses casos já estão previstos na Constituição e podem resultar em perda de mandato, mas o voto era secreto.

Fundo estadual. O projeto que estabelece as regras para a distribuição do FPE foi aprovado em cima da hora. O STF havia decidido que o Congresso deveria criar nova legislação para o fundo dos Estados até hoje. O projeto entrará em vigor com a sanção da presidente Dilma Rousseff. Como o FPE é formado por 21,5% da receita do Imposto de Renda e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), deputados e senadores inseriram um dispositivo impedindo que desonerações relativas a esses tributos, concedidas pela União para estimular determinados setores, reduzam os repasses aos Estados. Agora a União só pode desonerar impostos federais.

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Senado aprova a Lei Geral dos Concursos Públicos


Entre as novidades está a proibição de certames exclusivamente para cadastro reserva

 




O Senado aprovou nesta quinta-feira (27), em turno suplementar, o substitutivo ao projeto (PLS 74/2010) que regulamenta a realização de concursos públicos para a Administração Pública Federal. Entre as novidades da proposta conhecida como Lei Geral dos Concursos Públicos está a proibição de certames exclusivamente para cadastro reserva. Pelo texto aprovado também ficam proibidos novos exames sem que os aprovados em provas anteriores tenham sido convocados.

Para responder às reclamações de que muitas provas tem prazo exíguo para inscrição, a proposta determina que o edital deverá ser publicado com antecedência mínima de 90 dias da realização da prova. O valor da taxa de inscrição cobrado dos candidatos também será limitado a 3% da remuneração inicial do cargo.

Nos casos de adiamento, anulação ou cancelamento do concurso, o projeto garante a devolução do valor relativo à inscrição. O projeto também prevê a responsabilização administrativa, civil e criminal da instituição organizadora em caso de quebra de sigilo das provas ou venda de gabaritos. O texto também assegura o acesso ao Poder Judiciário para impugnar totalmente ou em parte o edital do concurso.

Como a proposta foi aprovada em caráter terminativo na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, se não houver apresentação de recurso para apreciação no plenário da Casa, a matéria segue direto para análise da Câmara dos Deputados. A expectativa do relator da proposta, senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), é que as novas regras também sirvam de modelo para concursos nas esferas estadual e municipal.

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Prefeito de Marataízes é afastado do cargo


 Jander Vidal é acusado de desviar dinheiro em contrato de merenda, firmado em 2009



A juíza da Vara da Fazenda Pública de Marataízes, Claudia Mello Miguel, determinou o afastamento do prefeito de Marataízes, Jander Nunes Vidal (PSDB), do cargo por suspeita de fraude e direcionamento no contrato para fornecimento de merenda escolar, firmado em 2009 com a empresa Suely Teixeira Neto ME, no valor de R$ 75.990,25.

A decisão da juíza foi dada ontem e atendeu a pedido liminar do Ministério Público Estadual (MPES). Ela também prevê o bloqueio dos bens do prefeito, da empresa e do seu proprietário, e da ex-secretária de Educação de Marataízes Dilcéia Marvila (PR), até o valor de R$ 227.970,75, juntos. Com a decisão da juíza, o vice-prefeito da cidade, Robertino Batista (PT), o Tininho, deve assumir o comando de Marataízes após a notificação do prefeito, que responde a outras ações.

Segundo o MPES, o prefeito contratou o fornecimento de merenda escolar com o empresário Suely Teixeira Neto entre 5 de fevereiro e 5 de março de 2009, por R$ 75.990,25.

A juíza destaca que “os sinais de fraude e direcionamento no procedimento são múltiplos”. Entre eles, o fato de que a empresa vencedora apresentou a proposta antes mesmo da divulgação da carta-convite aos eventuais participantes, “demonstrando a ciência inequívoca e ilegal do objeto contratual que, ainda em fase interna e, portanto, sem publicidade, seria licitado”.

O prefeito, a assessoria da prefeitura e a ex-secretária foram procurados, mas ninguém atendeu às ligações.

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Discurso de Dilma foi "orientado por profissionais do marketing", diz Marina


A ex-ministra do Meio Ambiente disse ainda que agenda política precisa ser “feita com todos aqueles que querem assumir posição”



A ex-senadora Marina Silva (da Rede, partido em formação) criticou hoje a reação da presidente Dilma Rousseff às manifestações populares que acontecem em todo o país nas últimas semanas. Em pronunciamento na última sexta-feira (21), Dilma afirmou estar aberta ao diálogo e disse que convidaria representantes de manifestantes para conversar.

Ontem, ela se reuniu com integrantes do MPL (Movimento Passe Livre) e anunciou um um processo constituinte específico para a reforma política. Para Marina, a atitude de Dilma baseou-se em um “um modelo reativo, tradicional”. “Em primeiro lugar, na minha opinião, [Dilma fez] um discurso orientado por profissionais do marketing, que não surtiu efeito. Depois, uma tentativa de dar resposta, aí sim, (...) mas em uma reunião anunciando aos governadores o que já havia sido decidido, (...) sem conversar com os diferentes setores da sociedade”, disse Marina após encontro com congressistas que apoiam sua legenda.

A ex-ministra do Meio Ambiente disse ainda que agenda política precisa ser “feita com todos aqueles que querem assumir posição”. Marina reconheceu, no entanto, que a classe política foi incapaz de prever a magnitude do movimento. “Todos os políticos, mesmo eu, que dizia que ia transbordar, estamos atônitos com o que aconteceu. É muito maior do que eu podia imaginar.” Marina repetiu que o momento é de “olhar de baixo para a cima” e que não é hora de partidos ou outras entidades tentarem assumir a liderança do movimento. “Esse não é o momento de capitalizar. Capitalizar agora é não ter entendido nada.”

Constituinte
A ex-senadora não se colocou contrária à ideia de um processo constituinte específico para a reforma política. “Se houver um respaldo constitucional, é uma forma para restaurar [a política nacional].” Ela ponderou, no entanto, que se as mudanças forem propostas pelos partidos que hoje estão no poder, sem participação maior da sociedade, “será mais do mesmo”. “Se a reforma política for feita apenas com participação de deputados e senadores eleitos por partidos verticalizados, vai ser mais do mesmo”, criticou.

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Dilma: gastos com penteado e maquiagem sobem mais de 600%

De acordo com a Lei de Acesso à Informação, a presidente chega a gastar R$ 3.125 com esta necessidade




Na última sexta-feira (21), a presidente Dilma Rousseff realizou um pronunciamento em rede nacional em resposta às inúmeras manifestações que têm eclodido em centenas de cidades por todo o país. De aparência impecável, ela abordou alguns temas questionados pelas "vozes da rua", dentre eles a Lei de Acesso à Informação. E foi através desta legislação, aprovada em seu governo, que o jornal Folha de São Paulo percebeu uma tendência crescente nos gastos da Presidência na preparação para estas gravações em rede nacional.



Segundo apurou a publicação, os gastos com cabelo e maquiagem de Dilma subiram 681% entre dezembro de 2012 e março deste ano, passando de R$ 400 para R$ 3.125. Nem mesmo os valores cobrados por Celso Kamura, o hairstylist que fez a mudança de visual da presidente durante a campanha de 2010 são tão caros: o penteado sai R$ 330 e a maquiagem R$ 350.

Em resposta ao jornal, a Presidência explicou que os custos com a produção de "uma autoridade do sexo feminino" eram mais altas do que o que era gasta, por exemplo, com a maquiagem padrão de Lula. Além disso, os valores não eram reajustados desde 2008. Apesar das explicações, o Planalto não esclareceu porque o crescimento foi tão alto.

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Internado, Netinho passa a se alimentar via oral

Cantor segue uma dieta com comidas pastosas e não tem previsão de alta



Foto: Arquivo Correio
Netinho está internado desde 24 de abril

Mais uma notícia positiva para os fãs do cantor Netinho. Segundo assessoria do artista, ele passou a se alimentar via oral, mas mantêm uma dieta com comidas pastosas. A primeira refeição feita pelo músico foi purê de mandioquinha, carne batida, purê de legumes e, de sobremesa, purê de manga.

Ainda de acordo com sua assessoria, apesar da alimentação oral, Netinho continua com a sonda nasal para ter uma boa nutrição, assim como os picolés e gelatina. A rotina do músico no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, conta ainda com sessões de fisioterapia e fonoaudiologia para uma recuperação melhor.

Netinho está internado desde o dia 24 de abril e ainda não tem previsão de alta.

Matéria original: iBahia

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Senado aprova projeto que transforma corrupção em crime hediondo

O projeto agora segue para a Câmara




O plenário do Senado aprovou quarta-feira (26) projeto de lei que inclui as práticas de corrupção ativa e passiva, concussão, peculato e excesso de exação na lista dos crimes hediondos. Com isso, as penas mínimas desses crimes ficam maiores e eles passam a ser inafiançáveis. Os condenados também deixam de ter direito a anistia, graça ou indulto e fica mais difícil o acesso a benefícios como livramento condicional e progressão do regime de pena. O projeto agora segue para a Câmara.

O autor do projeto, senador Pedro Taques (PDT-MT), justifica que esses crimes são delitos graves praticados contra a administração pública que “violam direitos difusos e coletivos e atingem grandes extratos da população”. “É sabido que, com o desvio de dinheiro público, com a corrupção e suas formas afins de delitos, faltam verbas para a saúde, para a educação, para os presídios, para a sinalização e construção de estradas, para equipar e preparar a polícia, além de outras políticas públicas”, diz o autor do projeto.

O texto original de Taques, contudo, previa a qualificação como hediondo apenas para os crimes de corrupção ativa e passiva e de concussão (obter vantagem indevida em razão da função exercida). O relator do projeto, senador Álvaro Dias (PSDB-PR), incluiu em seu parecer também os crimes de peculato (funcionário público que se apropria de dinheiro ou bens públicos ou particulares em razão do cargo) e excesso de exação (funcionário público que cobra indevidamente impostos ou serviços oferecidos gratuitamente pelo Estado).

“Sem a inclusão do peculato e do excesso de exação, a proposição torna o sistema penal incoerente, pois não há razão justificável para considerar crimes hediondos a corrupção e a concussão e não fazê-lo em relação ao peculato e ao excesso de exação”, alega Dias.

O relator também acatou emenda do senador José Sarney (PMDB-AP) para incluir homicídio simples na categoria de crimes hediondos. Sarney alegou que um crime praticado contra a vida está entre os mais graves e não poderia ficar fora da lista.

Foi aprovada ainda emenda do senador Wellington Dias (PT-PI) que aumenta a pena do crime de peculato em até um terço quando ele for considerado qualificado, ou seja, cometido por autoridades e agentes políticos.

 Agência Brasil

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Estudante morre em tumulto durante protesto em Belo Horizonte

O estudante Douglas Henrique Oliveira, de 21 anos, que caiu do viaduto José Alencar durante o tumulto, não resistiu aos ferimentos e morreu


Foto: AFP

Estadão Conteúdo

O confronto entre vândalos e policiais militares ocorrido nesta quarta-feira, 26, em Belo Horizonte deixou um saldo ainda mais trágico do que a destruição registrada principalmente na região da Pampulha. No início da madrugada desta quinta-feira, o governo de Minas confirmou que o estudante Douglas Henrique Oliveira, de 21 anos, que caiu do viaduto José Alencar durante o tumulto, não resistiu aos ferimentos e morreu no Hospital de Pronto-Socorro João XXIII (HPS).



Segundo testemunhas, o rapaz tentou pular de uma pista do viaduto para outra, mas caiu no vão que há no meio do viaduto. Ele foi levado de helicóptero pelo Corpo de Bombeiros para o HPS com fraturas múltiplas e traumatismo craniano e foi submetido a cirurgia, mas não resistiu. O acidente ocorreu no fim da tarde, quando um grupo de vândalos protagonizava um embate com os militares que faziam a segurança no entorno do Estádio Governador Magalhães Pinto, o Mineirão, onde o Brasil enfrentava o Uruguai por uma das semifinais da Copa das Confederações.

Além de Douglas, o Daniel de Oliveira Martins, de 28, também caiu do viaduto durante o tumulto, mas foi socorrido com quadro menos grave, sem risco de morte. Nos três confrontos ocorridos em manifestações na capital - que seguiam a onda de protestos que assolou dezenas de cidades pelo País nos últimos dias - seis pessoas caíram do viaduto José Alencar.

A estrutura é a via de acesso da avenida Presidente Antônio Carlos para o Mineirão e foi onde tiveram início os tumultos registrados na segunda-feira, 17, no sábado, 22, e ontem. Por meio de nota, o governador de Minas, Antonio Anastasia (PSDB), lamentou a morte do estudante e prestou solidariedade à família e amigos do jovem neste “momento de extrema dor”.

REFLEXÃO

"Por mais que tenha ideologia, em algum momento o historiador deve adotar um grau de imparcialidade, relatando os fatos como aconteceram, sem colocar as suas convicções acima de tudo"