Foto: Divulgação
Outro destaque da matéria é o valor do plano especial (com
direito a acomodação em apartamento), que não sofre reajuste desde 2011,
quando foi aprovada a última lei referente ao convênio, passando de R$
45 para R$ 65. Apenas 23% dos beneficiários (pouco mais de 115 mil
pessoas) são atendidas pelo plano especial. A contribuição do Estado,
que variava até o máximo de 5% sobre a remuneração integral de todos os
servidores (contribuintes ou não do Planserv) será fixado em 4% sobre o
valor da folha bruta de pagamento dos contribuintes do plano. Na próxima
segunda (19), às 15h, a bancada de oposição se reúne com representantes
dos sindicatos do funcionalismo público estadual para debater o
projeto. De acordo com a presidente da Federação dos Trabalhadores
Públicos do Estado da Bahia (Fetrab), Marinalva Nunes, a entidade
recebeu o projeto antes dele seguir para a Casa Legislativa. Entre as
sugestões aprovadas em plenária pelo sindicato, está a ampliação do teto
da primeira faixa de R$ 3.250 para R$ 5.250. Os servidores também
querem que o limite não seja o salário do governador. “Mas também de
outras autoridades, como o presidente do Tribunal de Justiça, para que
quem recebe mais fosse mais taxado”, explica Marinalva. As categorias
também propõem que os agregados permaneçam sem a verificação do vínculo
empregatício e que não haja aumento da participação dos cônjuges, que
acabaria anulando a manutenção da contribuição total daqueles que não
terão o desconto alterado. Este último pleito é o único que ainda não
foi tratado pelo governo, segundo o líder governista na AL-BA, Zé Neto
(PT), por ser uma questão “estruturante” do plano. De resto, a discussão
sobre as emendas que tratam da redução do limite de idade e do prazo de
adesão está “bem evoluída”. Segundo o líder da oposição, Sandro Régis
(DEM), a bancada está aguardando a resposta do governo e que deve
obstruir a votação caso elas não sejam aceitas.

