Daniela Leonedaniela.leone@redebahia.com.br
Souza,
Dinei, Obina, Maxi Biancucchi, Nicácio, Adriano Michael Jackson... Que
nada! O atacante de maior sucesso do Campeonato Baiano deixou o
anonimato há pouco tempo.
“Essa é a primeira vez que tô sendo o
artilheiro de um campeonato”, vibra Rômulo, artilheiro do estadual com
12 gols, alguns belíssimos, como os dois contra o Bahia – um deles de
bicicleta – e o do último final de semana, contra o Juazeiro, após
deixar o zagueiro adversário sentado. O atacante do Bahia de Feira
completa 23 anos amanhã, mas já tem algo a comemorar.

O
faro de gol desse cearense de Parambu, a 400 km de Fortaleza, na
fronteira com o Piauí, chamou atenção. Nesta semana, o futebol de Rômulo
passou a ser gerenciado pela mesma empresa que administra a carreira de
Jadson, do São Paulo, Liedson, do Porto, e o goleiro Felipe, do
Flamengo.
A diretoria do Tremendão também já foi procurada. “Com
certeza a gente vai negociar ele, mas não sabemos pra onde. Temos umas
cinco propostas, mas não vou dizer de onde pra não especular. Tem clube e
tem proposta de empresário pra colocá-lo em clube”, afirma o presidente
do Bahia de Feira, Thiago Souza.
Ele explica o interesse do
Bahia, manifestado em público pelo presidente Marcelo Guimarães Filho.
“Um grupo de investidores nos procurou querendo colocá-lo no Bahia, mas a
diretoria do Bahia não procurou. Não vou dizer qual pra não gerar
especulação, pois não tem nada concreto”.
A ideia da diretoria
feirense é vender uma parte dos direitos econômicos e manter um
percentual com o clube, confiante no sucesso futuro de Rômulo.
“Emprestado ele não sai. Só vendendo. Atacante, 22 anos...”, completa
Thiago.
Rômulo virou sensação este ano, mas já tinha mostrado a
cara nos gramados baianos em 2012 – sem se destacar, também jogou o
estadual passado no Bahia de Feira. “Eu ficava alternando com Carlinhos e
não tinha sequência. Essa é a primeira vez que tenho sequência, pois
desde a Taça Estado venho sendo titular. Isso dá confiança, e também
esse ano botei na cabeça que já é hora de ver se é realmente isso que eu
quero. Esse ano vim pra jogar e me destacar”, diz. Ele tem mais que o
dobro de gols do vice-artilheiro Carlos, do Vitória da Conquista
(cinco).
Rômulo jogou as 13 rodadas que o Bahia de Feira
disputou. “Não pode dar brecha”, diverte-se, com a experiência de quem
se firma em um time pela primeira vez.
Começou a jogar bola aos
18 anos, na base do Ceará. Não foi aproveitado no profissional e seguiu
para o Guarani de Juazeiro do Norte-CE. Em 2011, passou rapidamente pela
Ponte Preta e foi tentar a sorte no exterior. Mas voltou do Nacional de
Portugal sem conseguir estrear em solo europeu.
Após disputar a
Série C daquele ano pelo Guarany de Sobral, o atacante chegou ao Bahia
de Feira. “Quando eu voltei de Portugal, pensei em parar, mas esfriei a
cabeça depois de conversar com meu pai”, revela o filho de seu
Francisco.
Com contrato no Bahia de Feira até agosto de 2015,
Rômulo garante não estar preocupado com as cores da próxima camisa.
“Antes de começar a jogar, eu era doente pelo Flamengo. Agora tanto faz,
não vou escolher time. Depois do campeonato, vamos ver o que tem de
concreto. Agora só quero focar no campeonato”.
Já que é assim, dá pra esperar mais gol domingo, contra o Feirense? “Vai ter mais gols sim, se Deus quiser”.