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16 de abril de 2013


Notícias

Polêmica com PM faz rodoviários pararem por 3 horas na Santa Cruz

A autuação feita por policiais da Base Comunitária de Santa Cruz ocorreu na rua principal do bairro, que é conhecido como o final de linha dos ônibus, apesar de não ter sido planejado para isso




Após dois ônibus da empresa Verdemar terem sido notificados por policiais militares por estacionamento irregular na Santa Cruz, rodoviários responsáveis pelo transporte coletivo do bairro cruzaram os braços por mais de três horas no final da manhã de ontem. O protesto dos motoristas e cobradores tinha o objetivo de chamar a atenção para a falta de estrutura no local.


Motoristas cruzaram os braços por não ter onde parar ônibus. Eles reclamam de multas aplicadas por PMs

A autuação feita por policiais da Base Comunitária de Santa Cruz ocorreu na Rua 11 de Novembro, a principal do bairro, que é conhecido como o final de linha dos ônibus, apesar de não ter sido planejado para isso. “Se não colocarmos os ônibus aqui, não tem onde colocar. É preciso providenciar outro lugar. Há a sugestão para que seja criado um espaço no Parque da Cidade, os ambientalistas dizem que não pode”, conta um rodoviário, que prefere não se identificar.

No local, onde são frequentes congestionamentos de veículos devido a parada dos ônibus, em média circulam 35 coletivos (das empresas Central e Verdemar). Cada rodoviário tem, garantido por lei, uma hora de intervalo durante a jornada de trabalho. Segundo os rodoviários, na semana passada outro coletivo, este da empresa Central, também foi multado.

“O que não está certo é o pai de família sair para trabalhar, parar aqui pra descansar e ser multado, quando na verdade não tem outra opção”, diz outro rodoviário. “O que ocorreu hoje (ontem) é um reflexo do que acontece em diversos terminais. No caso do final de linha da Santa Cruz tem van clandestina, carga e descarga a qualquer hora e os policiais só multam os rodoviários”, afirma Ubirajara Sales, diretor do Sindicato das Empresas de Transporte Público de Salvador (Setps).

Quem precisou utilizar o transporte do bairro no final da manhã de ontem precisou caminhar até a Avenida Juracy Magalhães Júnior. “Nessa briga de cachorro grande quem sofre é a população que precisa de ônibus”, queixa-se a emprega doméstica Neuza Souza, 43, moradora do bairro.

Em nota, a PM diz que “negociou com os representantes dos rodoviários, junto com líderes comunitários, e tudo foi normalizado”. O Setps informa que uma reunião deve ser marcada  para tentar encontrar uma solução. O CORREIO não conseguiu contato com a Secretaria Municipal de Urbanismo e Transporte (Smut).

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REFLEXÃO

"Por mais que tenha ideologia, em algum momento o historiador deve adotar um grau de imparcialidade, relatando os fatos como aconteceram, sem colocar as suas convicções acima de tudo"