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Presidente do TJ-BA rebate acusações do CNJ e nega precatórios de mais de R$ 400 milhões
"Tribunal da Bahia não é composto de ladrões, é composto de homens sérios", diz desembargador
Da Redação
O desembargador Marios Hirs rebateu nesta quarta-feira (17) às acusações feitas contra o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Depois de uma inspenção de cinco dias, o corregedor do órgão, ministro
Francisco Falcão, determinou na terça-feira (16) a abertura de
sindicâncias para apurar irregularidades no TJ-BA. Segundo o ministro,
houve o pagamento a mais de R$ 448 milhões em precatórios (dívidas do
poder público reconhecidas pela Justiça).
"Quando se diz que o Tribunal de Justiça da Bahia,
da forma como foi dita, pagou a maior, meio bilhão de reais, é um erro
gravíssimo. O Tribunal da Bahia não é composto de ladrões, é composto de
homens sérios. Tem mazelas? Tem. Provem e apurem", disse o presidente
do TJ-BA. Ele classificou o relatório que aponta estes pagamentos
indevidos de "absurdo". "Isso não é verdade. Esse valor nunca foi pago".
O documento aponta a existência de assessores de
gabinetes que trabalham em regime de revezamento, comparecendo apenas
uma ou duas vezes por semana ao tribunal. Nos demais dias, eles
supostamente trabalhariam em casa. Também é denunciado um contrato sem
licitação com o Banco do Brasil, o sumiço de uma ação civil pública por
improbidade administrativa de 2011 e a falta da declaração anual de bens
de cerca de mil servidores.
O presidente do TJ também disse que o prazo para a
entrega desta declaração para os servidores ainda não se encerrou - só
acaba em 14 de maio, segundo a TV Bahia. Disse ainda que abriu
sindicância para investigar dois casos relacionados a regime de trabalho
de servidores. Ele disse desconhecer qualquer ação civil pública
desaparecida - e ressaltou que o Banco do Brasil não participa de
licitações.
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