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19 de abril de 2013

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Bandido abordado por policial no Shopping Barra matou dois em briga por bola de gude

Iverson Cleison Santana da Silva, 30 anos, o Pitbull, é procurado por matar o empresário Antônio Carlos Fernandes, 59, e seu filho, Michael Douglas



Foto: Divulgação

O bandido que a Polícia Civil do Rio de Janeiro tentou prender no Shopping Barra na quarta-feira e cuja abordagem acabou em tiros na porta do estabelecimento é Iverson Cleison Santana da Silva, 30 anos, o Pitbull. Apontado como de “alta periculosidade” pela Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), Iverson é procurado por matar o empresário Antônio Carlos Fernandes, 59, e seu filho, Michael Douglas, de 31.

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Segundo a polícia fluminense, a confusão começou porque um sobrinho de Michel, de 12 anos, agrediu o filho de Iverson, de 7, quando brincavam de bolas de gude. A avó do menor, então, teria batido no maior. Iniciou-se um bate-boca, em que a mulher de Iverson, Daniele, tentou agredir a mãe do garoto de 12, Luciana.

Michel e Antônio Carlos estavam em casa e saíram para intervir. Acabaram baleados no abdômen e na cabeça por Iverson, que conseguiu uma pistola 38 emprestada de um camelô.

O crime aconteceu no bairro de Guadalupe, Zona Norte do Rio. No domingo, 14, a Secretaria de Segurança Pública do Rio imprimiu folhetos com o rosto de Iverson e ofereceu uma recompensa de R$ 5 mil para quem der informações sobre ele.

Não demorou para a  inteligência do Rio descobrir que o foragido se escondia em Salvador, e enviou equipes para a capital baiana, onde ele usa o nome falso de Roberto Ferreira Pimenta. Foi nessa busca que um policial carioca acabou abordando o bandido no estacionamento do shopping.

A SSP-BA e SSP-RJ não quiseram se pronunciar sobre a escolha do estacionamento de um shopping para a tentativa de execução da ordem de prisão. Em nota, a SSP do Rio disse apenas que, na fuga, o suspeito tentou atropelar os policiais e, por isso, os tiros foram disparados nos pneus do carro “na intenção de contê-lo”.

A Polícia Civil baiana disse por meio da assessoria que também não analisará a atuação dos colegas do Rio por “questão de elegância”. O policial civil carioca que efetuou os disparos foi ouvido ontem na 14ª Delegacia (Barra), mas a SSP-BA disse que não divulgaria o teor do depoimento.

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REFLEXÃO

"Por mais que tenha ideologia, em algum momento o historiador deve adotar um grau de imparcialidade, relatando os fatos como aconteceram, sem colocar as suas convicções acima de tudo"