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15 de abril de 2013


Esportes

"Não sei se vai melhorar muito não", declara Joel sobre semana de treino após empate

Sem Copa do Brasil, o técnico vai ter ‘semana cheia’ para treinar equipe

 

                                                  Foto: Robson Mendes



Ivan Dias Marques
ivan.marques@redebahia.com.br
Se o tempo foi curto para o técnico Joel Santana conhecer o time do Bahia, ele não poderá reclamar durante esta semana. Como venceu o jogo contra o Maranhão por 2x0, na quinta passada, fora de casa, pela Copa do Brasil,  o Bahia eliminou o jogo de volta, que seria nessa quarta. 
“Temos esse tempo pra trabalhar, mas não sei se vai melhorar muito não”, afirmou Joel, que pretende ajustar a defesa. “Estamos tomando muitos gols”, constatou. Para ele, os treinos podem mostrá-lo como solucionar os problemas da equipe mais rápido. “O vazamento está ali. Se não identificar logo, vai inundar a casa”, declarou o Papai, em mais uma das suas analogias.
O próximo jogo do Bahia pelo Campeonato Baiano é somente domingo, às 16h, contra o Juazeirense, no estádio Adauto Morais, em Juazeiro.

No reencontro com a torcida, Joel Santana ouve vaias e gritos de ‘burro’

Segundo o técnico, a melhora virá aos poucos


Não é criptonita, Joel, mas o futebol apresentado pelo Bahia dói só de olhar...


A última vez em que Joel Santana havia pisado na Fonte Nova provavelmente não é uma das boas lembranças dele. Na Série B de 1999, o Bahia entrou em campo contra o Vila Nova (GO), já sem chances de voltar à elite do futebol. Por conta das más apresentações do time no quadrangular final daquele competição, o treinador ouviu protestos dos poucos torcedores que se aventuraram a ver a goleada de 4x2 dada pelo Esquadrão. O Bahia de 99 ainda estava no início do pior período de sua história, iniciado na queda de 97, e Joel era a certeza de dias melhores para os tricolores.

Estádio novo, esperança nova. Ao menos para Joel. “Estou muito feliz em voltar à Fonte e espero ter sucesso neste retorno”, afirmou o comandante tricolor ao entrar no campo da agora arena multiuso para empatar com o Vitória da Conquista em 1x1. Seu nome não é mais unanimidade, e ele sentiu isso logo na estreia, ao trocar Rosales, que vinha bem no jogo, por Adriano. “Burro! Burro!”. O grito soou na arena. Fraco, é verdade. Injusto também, já que o argentino estava cansado de correr quase sozinho em campo.

Antes, porém, Joel já demonstrava intranquilidade, como lhe é característico. Não precisou nem de um minuto para ele levantar do banco de reservas, para onde não mais voltou até o apito final. “Não tivemos tempo de treinar. Deixei por conta do Dudu (Eduardo Barroca) uma organização tática que nem a do último jogo. Por que  eu vou mexer, se não treinei? Seria uma incoerência”, justificou. Assim, Papai Joel não parava de tentar ajustar o time às suas ideias com a bola rolando.

No gol de Obina, pouca comemoração. Preferiu usar o tempo para passar instruções a Diones e Souza. A cada jogador no chão, cada entrada da maca, o técnico tricolor chamava um dos seus comandados para conversar. Ao final do jogo, saiu chateado. Com os gols perdidos, com a defesa, com a forma física de Toró (“conheço ele, tem que perder peso”) e com a contusão de Souza.

Segundo Joel, a melhora virá aos poucos. “É querer demais que, sem treinar, as coisas deem certo. Aí, ao invés de treinar, vocês achariam que eu sou o (mágico) David Cooperfield. Mas ainda não tenho esse dom”, afirmou. Com esse elenco, Joel, talvez as aulas de mágica sejam uma boa saída...

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REFLEXÃO

"Por mais que tenha ideologia, em algum momento o historiador deve adotar um grau de imparcialidade, relatando os fatos como aconteceram, sem colocar as suas convicções acima de tudo"