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20 de maio de 2013

Esportes

Trilha da taça: para alcançar título, Vitória sofreu com altos e baixos no Baiano

Veja os números e relembre trajetória do Leão no Baianão deste ano



Foto: Arisson Marinho
Atacante Dinei: 10 jogos e 7 gols

Cecílio Angelico
cecilio.angelico@redebahia.com.br

No talento dos argentinos Maxi e Escudero, na raça de Michel e Cáceres, na segurança de Deola e Victor Ramos e nos gols de Dinei e Marcelo Nicácio. O Vitória é campeão baiano em 2013.
O título que escapou, por detalhes, em 2011 e 2012, chegou com certa facilidade este ano. Pelo menos se forem consideradas as decisões. No encontro com o maior rival na final, o primeiro duelo registrou uma goleada por 7x3 na Fonte Nova e deixou a taça encaminhada. Ontem, 1x1 foi apenas a confirmação no Barradão.
Mas engana-se quem pensa que o caminho rubro-negro até o título foi tranquilo. Ao longo do campeonato, o Leão foi instável. Foram 12 partidas, com oito vitórias, um empate e três derrotas, 29 gols marcados e 13 sofridos. Um saldo positivo de 16 gols, e Dinei artilheiro do time com sete.
“Minhas equipes se caracterizaram por fazer muitos gols e mais uma vez isso está sendo confirmado. O Vitória é a equipe que fez o maior número de gols na competição e, ao longo dos 20 jogos que nós fizemos na temporada, foram mais de 40 gols.  É uma média muito boa”, confirma o técnico Caio Júnior.
Antes de entrar na disputa do Baiano, o Vitória estava na Copa do Nordeste. Início de temporada, time ainda em formação, a eliminação nas quartas de final para o Ceará abalou a confiança dos rubro-negros.
E foi justamente depois daquele 4x1 sofrido no Barradão que o time começou a se firmar de fato.  “Aquele foi um jogo atípico. Tivemos muitos erros e, a partir daí, com aquele erro muito grande, focamos para não errar de novo e agora podemos concretizar no título”, comentou Escudero.
O início do Baiano serviu para espantar um pouco as críticas: três vitórias seguidas até o primeiro clássico do ano. E que clássico. Inauguração da Arena Fonte Nova e o Bahia, como mandante, empolgado. Pouco adiantou. O Vitória de Escudero e Maxi aplicou uma goleada histórica: 5x1. A torcida ensaiou os primeiros hits do Lek Lek, o funk que embalou a campanha do título.
O problema é que quando a torcida achou que o Vitória iria deslanchar na competição, vieram dois baques seguidos. O time perdeu para o Botafogo na Fonte Nova e para o Juazeiro no Barradão, ambos por 1x0.
Antes de terminar a segunda fase, mais dois triunfos para aumentar a confiança da torcida. E com direito a uma nova vitória sobre o Bahia. Dessa vez, nada de goleada. Apenas um 2x1 econômico na Fonte. Mesmo assim, o rubro-negro terminou a fase atrás do Juazeirense e sem a vantagem nas semifinais.
Contra o time do interior, o primeiro jogo no Barradão. Uma goleada de 4x0 para espantar qualquer desvantagem. Na volta, um Leão relaxado. Derrota em Juazeiro por 2x0, mas vaga na decisão do campeonato assegurada.


Desigual
Nas finais, dois encontros com o Bahia. E a escrita se manteve. No jogo de ida, um passeio histórico pela Fonte Nova. Goleada de 7x3 e mão na taça. Ontem, para cumprir o protocolo, a partida derradeira. Nem precisava. O Vitória carimbou, com méritos, o título de campeão baiano em 2013. Agora é Série A.



Números
12
partidas o Vitória fez neste Baiano. O Leão entrou na segunda fase da competição
8
triunfos a equipe rubro-negra conseguiu na competição. Venceu três dos quatro clássicos Ba-Vi que disputou
3
tropeços na caminhada até o título. O Leão perdeu para Botafogo, Juazeiro e Juazeirense
29
gols marcados em toda a competição. Só nos clássicos, fez mais da metade  (15)
13
gols sofridos no total. No final, o saldo positivo de 16 gols se sobressaiu
7
gols marcou o atacante Dinei,  artilheiro rubro-negro. Só nos Ba-Vis das finais, ele fez cinco

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REFLEXÃO

"Por mais que tenha ideologia, em algum momento o historiador deve adotar um grau de imparcialidade, relatando os fatos como aconteceram, sem colocar as suas convicções acima de tudo"