Notícias:Telexfree entra com medida na Justiça para evitar falência
Segundo empresa, objetivo é proteger os divulgadores; atividades estão bloqueadas há 94 dias
O sócio e diretor de marketing da
Telexfree, Carlos Costa, divulgou vídeo na tarde desta sexta-feira (20)
justificando o pedido de recuperação judicial solicitado pela empresa à
Justiça. A recuperação judicial é um recurso previsto em lei para ajudar
as empresas a evitarem a falência.
No pronunciamento, Costa
afirma que a recuperação judicial é um "direito constitucional" e dá às
empresas 60 dias para apresentar um plano de recuperação. "Mas vamos
abreviar esse tempo", garantiu, dizendo que sendo aprovado pedido, todo
divulgador irá receber o saldo a que tem direito. "Vamos provar nossa
viabilidade econômica", afirma.
Veja o vídeo:
A Ympactus Comercial, conhecida
pelo nome fantasia Telexfree, entrou com pedido de recuperação judicial
na última quinta-feira (19), informou a empresa por meio de comunicado
em sua página no Facebook. Segundo a nota, a medida "visa proteger seus
divulgadores e a empresa no Brasil". O valor da dívida não foi informado.Medida é recurso para evitar falência
A
lei 11.101, sancionada em 9 de fevereiro de 2005, regula no país a
recuperação judicial, a extrajudicial e a falência do empresário e da
sociedade. A recuperação judicial é abordada no capítulo três da lei, que explica que “tem por objetivo viabilizar a
superação da situação de crise econômico-financeira do devedor, a fim de
permitir a manutenção da fonte produtora, do emprego dos trabalhadores e
dos interesses dos credores, promovendo, assim, a preservação da
empresa, sua função social e o estímulo à atividade econômica”.
A
lei de 2005 acabou com o instrumento da "concordata" no Brasil e
permite que a empresa endividada apresente a sua própria proposta para
os credores.
A legislação fixa um prazo de seis meses para a
negociação entre as partes, que é intermediada por um administrador
judicial nomeado pela Justiça. No caso de não haver acordo entre
credores e devedores sobre o plano de recuperação, é decretada a
falência. Suspeita de pirâmide A
Telexfree é investigada por suspeita de pirâmide financeira e está com
as atividades e as contas bloqueadas, a pedido do Ministério Público do
Acre (MP-AC).
Entenda o caso Telexfree No dia 18 de junho, a juíza Thaís Borges, da
2ª Vara Cível da Comarca de Rio Branco, julgou favorável a medida
proposta pelo MP-AC para suspender as atividades da Telexfree. Com a
decisão da juíza, foram suspensos os pagamentos e a adesão de novos
contratos à empresa até o julgamento final da ação principal, sob pena
de multa diária de R$ 500 mil em caso de descumprimento e de R$ 100 mil
por cada novo cadastramento. A magistrada afirma que a decisão não
configura o fim da empresa, apenas suspende suas atividades durante o
processo investigativo.
Dezenas de denúncias
Os Ministérios Públicos já receberam mais de 80 denúncias sobre
supostas pirâmides financeiras em operação no país e cerca de dez
tiveram ações ajuizadas, segundo a procuradora do Ministério Público de
Goiás Mariane Guimarães, que integra a parceira entre Ministérios
Públicos Federal e Estaduais. Telexfree, Bbom, Priples e Blackdever já
tiveram seus bens bloqueados e a Mister Colibri já teve o bloqueio
pedido, o que depende de uma decisão judicial.
Na segunda-feira
(16), o Ministério da Justiça lançou uma cartilha para explicar as
diferenças entre as pirâmides financeiras, que são ilegais, e o
marketing mutinível, que é canal de distribuição de produtos e serviços
legal.
"Por mais que tenha ideologia, em algum momento o historiador deve adotar um grau de imparcialidade, relatando os fatos como aconteceram, sem colocar as suas convicções acima de tudo"
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