Se enganou quem pensava que a Alemanha deixaria seu
centro de treinamento no Brasil para a população de Santa Cruz Cabrália.
Localizado na vila de Santo André, no Sul do estado, o Campo Bahia, que
serviu de sede para treinos e estadia da seleção germânica durante a
Copa do Mundo 2014, é, na verdade, um empreendimento imobiliário
particular de alto padrão, ou seja, para poucos.
Com o término do Mundial, o complexo segue como um condomínio resort de luxo formado por 14 casas de dois andares, sendo que quatro são em frente ao mar e incluem cinco suítes. As outras dez possuem quatro quartos. Todas elas já estão disponíveis para venda e aluguel.
A área comum do condomínio inclui espaço de convivência, salas de jogos, musculação, piscina, campo de golfe, serviços de quarto, restaurante e sauna, dentre outros serviços adicionais. A diária de uma casa em frente ao mar, para até dez pessoas, sai por R$ 7,5 mil na alta temporada. Um dia em outros imóveis, que hospedam até oito pessoas, custa de R$ 3 mil a R$ 4,5 mil.
“Na promoção de inauguração, uma suíte para dois, com café e taxas inclusos custa R$ 900”, diz o diretor executivo do empreendimento, Stephan Gerhard. O vice-diretor, Jakub Halicki, conta que o empreendimento estará em funcionamento já em agosto.
Alemães, brasileiros e ingleses já fizeram reservas
no hotel. De acordo com o vice-diretor, outras três pessoas já
adquiriram casas pela empresa alemã responsável, a Hirmer Immobilien.
“Dois compradores são alemães e um é brasileiro”, revelou.Com o término do Mundial, o complexo segue como um condomínio resort de luxo formado por 14 casas de dois andares, sendo que quatro são em frente ao mar e incluem cinco suítes. As outras dez possuem quatro quartos. Todas elas já estão disponíveis para venda e aluguel.
A área comum do condomínio inclui espaço de convivência, salas de jogos, musculação, piscina, campo de golfe, serviços de quarto, restaurante e sauna, dentre outros serviços adicionais. A diária de uma casa em frente ao mar, para até dez pessoas, sai por R$ 7,5 mil na alta temporada. Um dia em outros imóveis, que hospedam até oito pessoas, custa de R$ 3 mil a R$ 4,5 mil.
“Na promoção de inauguração, uma suíte para dois, com café e taxas inclusos custa R$ 900”, diz o diretor executivo do empreendimento, Stephan Gerhard. O vice-diretor, Jakub Halicki, conta que o empreendimento estará em funcionamento já em agosto.
Para Jakub, os compradores devem usar as casas apenas para temporadas de Verão e, por isso, pagam uma taxa de manutenção do imóvel. “Enquanto os donos não estiverem usando, outras pessoas podem reservar essas casas. É como se fosse um aluguel intermediado por nós: o proprietário recebe uma porcentagem em cima disso”, afirma.
Marketing
Um dos fatores que mais atraem clientes e compradores é o fato dos jogadores da Alemanha terem passado uma temporada no condomínio. “Muitas pessoas fazem reservas de acordo com os seus jogadores preferidos. As casas de Klose e Schweinsteiger, por exemplo, já foram vendidas, mas ainda estão entre as mais pedidas. Isso já faz parte do nosso marketing”, pontua Galicki.
O diretor Stephan Gerhard sinaliza que o campo de futebol é essencial para a estratégia de vendas do empreendimento. O terreno do campo pertence à empresa Coroa Alta, do Grupo Bozano, mas foi arrendado pelos sócios do condomínio. “O campo faz parte do Campo Bahia, clubes do Brasil e de todo o mundo podem vir para cá, usar nossas instalações e sentir o espírito da seleção campeã do mundo”, declarou Stephan Gerhard.
Ele afirma que, apesar do condomínio de luxo ter sido inaugurado pela Seleção da Alemanha, que solicitou algumas adaptações e pagou pela hospedagem, o complexo pode receber equipes para os jogos olímpicos, além de eventos, como torneios de golfe, que pretende captar para o local como forma de viabilizar o empreendimento.
Condomínio
Idealizado em 2010 como condomínio residencial de 16 casas, o Campo Bahia foi registrado na prefeitura de Santa Cruz Cabrália como empreendimento hoteleiro das empresas Acquamarina Santo André e RLL Transporte e Logística e possui três grandes investidores: o alemão Tobias Junge, também gerente da construção, que reuniu as empresas que financiaram a construção do projeto; o empresário Kay Bakemeier, ligado à Allianz Seguros; e Christian Hirmer, empresário de moda.
Em 2012, o empreendimento foi alterado para o formato de 14 casas com área de convivência. No ano seguinte, a Federação Alemã de Futebol apoiou o projeto imobiliário e o dinheiro pago pela hospedagem ajudou a custear as obras exigidas para acomodar a seleção que se sagrou campeã do mundo. Com o dinheiro - e as exigências - em mãos, as obras foram aceleradas com a contratação de 200 operários.
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