Segundo o Extra, Elizângela tinha três filhos e não queria ter um
quarto. Ela estava grávida de cinco meses. "O maior desejo dela era ter
independência financeira para cuidar dos filhos. Isso, inclusive, era
motivo de discussões entre nós. Havia oportunidades, mas ela sabia que
não seria contratada grávida. Eu era contra o aborto, argumentava que
era possível sustentar mais um filho. Só que ela já estava decidida",
disse ao Extra o marido de Elizângela, Anderson Santos da Silva, 27
anos.
Elizângela pagou R$ 2.800 para fazer o aborto no bairro de Sapê. O
marido levou a mulher, com os filhos, até o ponto de encontro com um
homem que a levaria até o local de fazer a intervenção. Foi a última vez
que a família viu Elizângela. "Quando retornamos para casa, nossos
filhos ainda perguntaram: “Será que a mamãe vai voltar?", conta
Anderson.
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