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23 de dezembro de 2014

Ator global comenta acusação de desvio de verba pública: "Não devo nada a ninguém"

Ator comentou o polêmico lançamento de "Chatô, o Rei do Brasil" em entrevista à revista 'Trip'

"Não devo nada a ninguém", diz Guilherme Fontes.
(Foto: Gil Inoue/Revista Trip)

O ator Guilherme Fontes, 47 anos, conversou com a revista 'Trip' de dezembro e falou sobre a polêmica envolvendo o filme "Chatô, o Rei do Brasil", que possivelmente será lançado no início de 2015. O ator foi acusado de desvio de verba pública para realização do longa, em produção desde 1995, e vem sofrendo seguidas derrotas judiciais. 

A derrota mais grave aconteceu há menos de um mês. Na época, o Tribunal de Contas da União (TCU) negou o recurso apresentado pelo ator contra decisão que o condenou a ressarcir os cofres públicos por irregularidades no uso de dinheiro captado para a filmagem de "Chatô". Fontes foi condenado a devolver R$ 66,2 milhões, além do pagamento de R$ 5 milhões em multas. O ator ainda pode recorrer na Justiça. 

Apesar das acusações, Fontes se diz inocente. “Eu captei R$ 8, 6 milhões para o filme, em recurso público. E comprovei R$ 11,7 milhões. Ou seja, coloquei, em recursos próprios, cerca de R$ 3 milhões a mais. Vivo somente com o que produzo como artista. Sou pessoa física, pago impostos sobre o que produzo. Não devo nada a ninguém", afirmou ele à revista 'Trip'. 

No mês de abril, Fontes já havia se defendido das acusações de desvio de verba e comentou a falta de oportunidade para dar sua versão sobre os fatos. "Não tive canal para contar. E o que eu contei ninguém acreditou! O fato é que uma mentira repetida vira verdade", afirmou na época. 

Fontes também falou sobre a expectativa pelo lançamento do longa. "Desenvolvemos o roteiro daquele que talvez seja, modestamente, o filme mais falado, aguardado e comentado de todos os tempos da história do cinema brasileiro", conta.

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REFLEXÃO

"Por mais que tenha ideologia, em algum momento o historiador deve adotar um grau de imparcialidade, relatando os fatos como aconteceram, sem colocar as suas convicções acima de tudo"