"Não devo nada a ninguém", diz Guilherme Fontes.
(Foto: Gil Inoue/Revista Trip) |
O
ator Guilherme Fontes, 47 anos, conversou com a revista 'Trip' de
dezembro e falou sobre a polêmica envolvendo o filme "Chatô, o Rei do
Brasil", que possivelmente será lançado no início de 2015. O ator foi
acusado de desvio de verba pública para realização do longa, em produção
desde 1995, e vem sofrendo seguidas derrotas judiciais.
A derrota mais grave aconteceu há menos de um mês.
Na época, o Tribunal de Contas da União (TCU) negou o recurso
apresentado pelo ator contra decisão que o condenou a ressarcir os
cofres públicos por irregularidades no uso de dinheiro captado para a
filmagem de "Chatô". Fontes foi condenado a devolver R$ 66,2 milhões,
além do pagamento de R$ 5 milhões em multas. O ator ainda pode recorrer
na Justiça.
Apesar das acusações, Fontes se diz inocente. “Eu
captei R$ 8, 6 milhões para o filme, em recurso público. E comprovei R$
11,7 milhões. Ou seja, coloquei, em recursos próprios, cerca de R$ 3
milhões a mais. Vivo somente com o que produzo como artista. Sou pessoa
física, pago impostos sobre o que produzo. Não devo nada a ninguém",
afirmou ele à revista 'Trip'.
No mês de abril, Fontes já havia se defendido das
acusações de desvio de verba e comentou a falta de oportunidade para dar
sua versão sobre os fatos. "Não tive canal para contar. E o que eu
contei ninguém acreditou! O fato é que uma mentira repetida vira
verdade", afirmou na época.
Fontes também falou sobre a expectativa pelo
lançamento do longa. "Desenvolvemos o roteiro daquele que talvez seja,
modestamente, o filme mais falado, aguardado e comentado de todos os
tempos da história do cinema brasileiro", conta.
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