15 de dezembro de 2014
Proposta determina que clubes esportivos dividam igualmente 50% da cota de TV
O
mecanismo de distribuição dos recursos arrecadados pelos clubes
esportivos com direitos de transmissão de imagens de jogos na televisão
pode mudar. Pelo Projeto de Lei 7681/14, em análise na Câmara dos
Deputados, 50% da receita serão divididos igualmente entre as entidades
participantes do torneio ou campeonato transmitido; 25% serão
distribuídos conforme a classificação da equipe na última temporada do
mesmo torneio ou campeonato; e 25% de forma proporcional à média do
número de jogos transmitidos no ano anterior. A proposta altera a Lei
Pelé (9.615/98). Segundo o autor, deputado Raul Henry (PMDB-PE), o
objetivo é tornar a distribuição dos recursos mais justa. Conforme
explica, desde 2012 os contratos para transmissão de jogos do Campeonato
Brasileiro de Futebol são negociados livremente entre os clubes e os
veículos de comunicação.De acordo com Henry, esse sistema cria uma
“dinâmica perversa”. Segundo a Agência Câmara, o deputado ressalta que
clubes com maiores orçamentos contratam melhores jogadores, têm maior
probabilidade de conquistar maior número de títulos, e, com isso, de ter
maior crescimento das torcidas. “Torcidas maiores, por sua vez,
representam audiência mais elevadas nas TVs, o que significa contratos
de transmissão financeiramente mais vantajosos, e o ciclo vicioso se
repete”, afirma. Ele cita o exemplo do campeonato espanhol, em que as
negociações são individuais e privilegiam Barcelona e Real Madrid,
detentores de 11 dos últimos 15 títulos nacionais na Espanha. Já na
Itália, o deputado ressalta que, ao final da temporada 2010/11, o
Ministério do Esporte determinou que as cotas de televisão do futebol
voltassem a ser negociadas coletivamente para acabar com o desequilíbrio
orçamentário. Lá, 40% do valor são divididos igualitariamente, 30% são
repassados conforme o desempenho no campeonato anterior e 30%, de acordo
com o tamanho das torcidas. Na Inglaterra, o modelo adotado é
exatamente o mesmo que Henry propõe para o Brasil. Pela proposta, a
comercialização dos direitos de transmissão deverá ser feita de forma
coletiva e unificada, por uma entidade que represente todos os clubes
participantes do campeonato, escolhida pela maioria deles. E os
contratos de venda dos direitos de imagem terão de ser publicados na
internet.
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REFLEXÃO
"Por mais que tenha ideologia, em algum momento o historiador deve adotar um grau de imparcialidade, relatando os fatos como aconteceram, sem colocar as suas convicções acima de tudo"
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