A cartilha feita por um policial militar com estudo
sobre o significado das tatuagens no mundo do crime foi disponibilizada
online pela corporação. Para lê-la, clique aqui.
O capitão Alden José Lázaro da Silva, do Batalhão Especializado em
Policiamentos de Eventos, foi quem elaborou a cartilha, que traz 36
tipos de tatuagens associadas a crimes específicos. O material,
publicado em 2012, já é usado pela PM no combate à violência.
Tatuagens de coringa são ligadas ao tráfico de drogas e morte de policiais
(Foto: Carlos Ornelas/GOVBA) |
"A
cartilha de orientação de tatuagens é mais uma ferramenta usada no
cotidiano da atividade policial para ajudar a nortear as investigações
de crimes. Muitas estão associadas a organizações criminosas como o
Primeiro Comando da Capital (PCC), os Caveiras e o Comando da Paz. Isso
não significa que quem tiver qualquer tatuagem será abordado. Os
determinados tipos de tatuagem encontrados nos presos e a parte do corpo
onde foram colocados servirão de alerta, mas as investigações
acontecerão caso a gente identifique outros indícios", explica o capitão
Alden.
As imagens usadas variam. A índia costuma ser
associada à morte de policiais. A caveira também é usada por homicidas,
também ligado à morte de policiais. A cruz tem vários significados que
podem varias, mas geralmente está ligada a pessoas que já foram presos
ou condenados pela Justiça. O saci pererê está associado ao tráfico de
drogas - ou usuários. Magos e duendes também são comuns em traficantes
de drogas.
Segundo o capitão, a construção desses significados
foi feita com pesquisa e experiência. "Deparávamos frequentemente com a
incidência de certos tipos de tatuagens. Após investigações, a gente
conseguia eventualmente ligar alguns dos símbolos a crimes relacionados.
Isso se tornou cada vez mais frequente nas conversas entre policiais
civis, militares e federais. Tinha virado praticamente uma lenda
urbana", conta.
Capitão explica cartilha (Foto: Carlos Ornelas/GOVBA)
|
O
PM coletou dados e documentos de presos com tatuagem e foi construindo a
cartilha. "Juntamos quase 45 mil documentos. Com isso, vimos que a
suspeita tinha fundamento. Eles tinham cometidos os mesmos tipos de
crimes", explica.
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