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31 de janeiro de 2015

Leia cartilha que explica significado das tatuagens no mundo do crime

O PM coletou dados e documentos de presos com tatuagem e foi construindo a cartilha

A cartilha feita por um policial militar com estudo sobre o significado das tatuagens no mundo do crime foi disponibilizada online pela corporação. Para lê-la, clique aqui. O capitão Alden José Lázaro da Silva, do Batalhão Especializado em Policiamentos de Eventos, foi quem elaborou a cartilha, que traz 36 tipos de tatuagens associadas a crimes específicos. O material, publicado em 2012, já é usado pela PM no combate à violência. 

Tatuagens de coringa são ligadas ao tráfico de drogas e morte de policiais
(Foto: Carlos Ornelas/GOVBA)

"A cartilha de orientação de tatuagens é mais uma ferramenta usada no cotidiano da atividade policial para ajudar a nortear as investigações de crimes. Muitas estão associadas a organizações criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC), os Caveiras e o Comando da Paz. Isso não significa que quem tiver qualquer tatuagem será abordado. Os determinados tipos de tatuagem encontrados nos presos e a parte do corpo onde foram colocados servirão de alerta, mas as investigações acontecerão caso a gente identifique outros indícios", explica o capitão Alden.  

As imagens usadas variam. A índia costuma ser associada à morte de policiais. A caveira também é usada por homicidas, também ligado à morte de policiais. A cruz tem vários significados que podem varias, mas geralmente está ligada a pessoas que já foram presos ou condenados pela Justiça. O saci pererê está associado ao tráfico de drogas - ou usuários. Magos e duendes também são comuns em traficantes de drogas. 

Segundo o capitão, a construção desses significados foi feita com pesquisa e experiência. "Deparávamos frequentemente com a incidência de certos tipos de tatuagens. Após investigações, a gente conseguia eventualmente ligar alguns dos símbolos a crimes relacionados. Isso se tornou cada vez mais frequente nas conversas entre policiais civis, militares e federais. Tinha virado praticamente uma lenda urbana", conta.

Capitão explica cartilha (Foto: Carlos Ornelas/GOVBA)

O PM coletou dados e documentos de presos com tatuagem e foi construindo a cartilha. "Juntamos quase 45 mil documentos. Com isso, vimos que a suspeita tinha fundamento. Eles tinham cometidos os mesmos tipos de crimes", explica. 

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REFLEXÃO

"Por mais que tenha ideologia, em algum momento o historiador deve adotar um grau de imparcialidade, relatando os fatos como aconteceram, sem colocar as suas convicções acima de tudo"