Mulher defende Dilma em protesto no RJ e é chamada de prostituta
Mobilização em Copacabana | Foto: Reprodução/ Twitter
Moradora
de um apartamento de cobertura na avenida Atlântica, em Copacabana
(zona sul do Rio), a corretora de imóveis Denise Almeida, de 55 anos,
petista e defensora da gestão da presidente Dilma Rousseff (PT), passou
pelos manifestantes anti-Dilma concentrados na mesma avenida, por volta
das 14h30 deste domingo (12) e perguntou a um deles se sabia quem
assumiria a presidência da República se Dilma for impedida. Foi o
suficiente para que dezenas de ativistas exaltados a cercassem, xingando
e empurrando a mulher, que estava de
bicicleta. "Vagabunda","prostituta" e "vai pra Cuba" foram as palavras
mais repetidas. "Esse pessoal não tem educação nem para dar aos filhos, e
ainda quer cuidar do Brasil. O que eu disse a eles é que precisam
eleger bons deputados, governadores, prefeitos. A Dilma não é
responsável sozinha por todos os problemas do Brasil. Pelo contrário,
foi no governo dela que o porteiro do meu prédio comprou o primeiro
carro", afirmou Denise. Enquanto isso, um ativista dizia para ela
"respeitar o protesto alheio" e outro dizia "comunista tem que andar de
bicicleta mesmo". Depois de ser perseguida por cerca de 150 metros, a
mulher conseguiu se desvencilhar dos ativistas e seguiu para sua casa.
"Isso é o carnaval da minoria, de quem perdeu a eleição e não aceita.
Eles não sabem nem quem assumiria a presidência se a Dilma sair",
afirmou Denise. Os protestos realizados no Rio contra o governo da
presidente Dilma Rousseff reuniram 10 mil pessoas, na avaliação da
Polícia Militar. Os organizadores, contudo, estimam um número ao redor
dos 25 mil manifestantes.
REFLEXÃO
"Por mais que tenha ideologia, em algum momento o historiador deve adotar um grau de imparcialidade, relatando os fatos como aconteceram, sem colocar as suas convicções acima de tudo"
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