Foto: Reprodução
As autoridades americanas de Saúde informaram nesta quinta-feira (26)
que foi descoberta uma bactéria resistente a todo tipo de medicamento e
gera preocupação com o efeito cada vez menor dos antibióticos. A
bactéria foi detectada em um paciente com infecção urinária, de 49 anos,
moradora da Pensilvânia. A bactéria foi resistente a colistina,
antibiótico de último recurso. “É um velho antibiótico, mas era o único
que restava para o que eu chamo de uma bactéria de pesadelo”, afirmou o
diretor dos Centros para o Controle e a Prevenção de Doenças dos Estados
Unidos, Thomas Frieden, referindo-se à família de bactérias conhecidas
como Enterobactérias Resistentes a Carbapenemasas (ERC). O gene que
causa a resistência da bactéria aos antibióticos também foi encontrado
na China e na Europa. A aparição nos Estados Unidos “anuncia a
emergência de bactérias totalmente resistentes aos medicamentos”, diz o
relato sobre essa descoberta, publicado na revista Antimicrobial Agents
and Chemotherapy, da Associação Americana de Microbiologia. “Corremos o
risco de nos encontrarmos em um mundo pós-antibióticos”, comentou
Frieden. O antibiótico de último recurso surgiu em 1959 para tratar de
infecções causadas pelas bactérias E. coli, Salmonella e Acinetobacter
como pneumonias, ou graves infecções no sangue. Nos anos 1980, deixou de
ser usada para o tratamento de seres humanos, devido a sua alta
toxicidade para os rins, mas é um remédio de uso corrente na pecuária –
especialmente na China. A medicação voltou a ser usada como tratamento
de último recurso nos hospitais quando bactérias apresentam resistência a
outros antibióticos mais modernos.*(BN)
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