Foto: Roberto Stuckert Filho / PR
Associações internacionais de Direitos Humanos se manifestaram
sobre a decisão do Senado em afastar definitivamente Dilma Rousseff
(PT). A Fundação Internacional dos Direitos Humanos emitiu uma nota em
que diz reconhecer apenas a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) como chefa
de Estado "democraticamente eleita". O comunicado foi publicado na
página da fundação no Twitter e no Facebook. "Consideramos ilegítimo -
uma vez que não se baseou em conduas passíveis de impeachment - o
processo de destituição realizado contra a presidenta Dilma Rousseff, e
expressamos nossa absoluta rejeição ao golpe de Estado camuflado sob
roupagem institucional, perpetrado com o único objetivo de repudiar os
resultados eleitorais", justifica a fundação. A instituição considerou
que "não pode se manter neutra" diante daqueles que colocam a democracia
em jogo por temerem perder seus privilégios. A Comissão Interamericana
de Direitos Humanos (CIDH) também se disse preocupada com a destituição
de Dilma, por considerar que o procedimento deve contar com garantias
mínimas da sanção, principalmente se afetar os direitos humanos de uma
pessoa. "O cumprimento destes princípios tem particular relevância nos
assuntos que lidam com funcionários públicos eleitos por voto popular,
como a presidenta Dilma Rousseff", diz a nota publicada no site da
instituição. A CIDH pediu que o Poder Judiciário analisem o julgamento e
destacou que organismos internacionais também estão atentos ao caso e à
repercussão que o processo tem nos direitos da petista e na sociedade
brasileira. Neste caso, já existe em análise uma solicitação de medida
cautelar.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
COMENTÁRIOS: