Foto: Divulgação
Pode arrastar o pé, ralar a coxa e até o bucho. O
que vai ser impossível de fazer, neste caso, é melar a cueca. Até
porque, assim como a primeira, a segunda edição do Forró Nu tem como
regra básica que seus frequentadores estejam sem roupas. Marcado para
acontecer no dia 17 de junho, em Massarandupió, no Litoral
Norte, município de Entre Rios, o evento acirra ainda mais as recentes
discussões sobre a prática do naturismo no local.
(Foto: Evandro Veiga/CORREIO Mesmo com regras claras – como proibição de crianças e solteiros, e de veto a sexo em público [este último preceito previsto no código de ética do naturismo] – o evento recebe críticas de vários lados. Segundo reportagem do Correio, naturistas tradicionais contrários à festa acusam pousadas de promoverem eventos que incentivam a prática do sexo. Já donos de estabelecimentos dizem que são contrários ao sexo em público, mas admitem que o público deles se mistura entre naturistas e praticantes de suingue, espécie de sexo grupal.

Ainda segundo reportagem, a Associação Massarandupiana de Naturismo (Amanat), que administra a praia, não apoia a festa e quer barrar o evento. Para isso, já entrou com uma representação no Ministério Público do Estado (MP-BA). Contrária à visão da Amanat, a Associação Baiana de Naturismo (Abanat) disse que não vê problemas na realização do evento. Em relação aos moradores, as opiniões também são divergentes. Há quem aprova a festa e há quem a critica, caso de Luciano Pereira, presidente da Associação de Moradores de Massarandupió.
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