Foto: Reprodução / Rota Alternativa
Um pente-fino realizado pelo Ministério da Saúde detectou repasses de R$
185 milhões com destino ao combate às drogas e tratamento de
dependentes, que não tiveram comprovação de sua execução financeira. Por
causa disso, a pasta tem oficializado os municípios destinatários dos
recurso para devolver o montante concedido. Para citar alguns, no Rio de
Janeiro, a devolução é de R$ 94 milhões. Fortaleza (CE) e Juiz de Fora
(MG) terão que devolver R$ 10,8 milhões e R$ 1,2 milhão,
respectivamente. Os recursos deveriam ser destinados ao funcionamento de
centros de atenção psicossocial (Caps), leitos em comunidades
terapêuticas, casas de acolhimento e ações contra o crack. De acordo com
O Globo, em outros dois casos, a pasta decidiu paralisar convênios na
área de saúde mental, entre os quais um projeto da Fiocruz para
desenvolver tecnologias de cuidado e qualificação da rede de atenção
psicossocial, no valor de R$ 40,8 milhões. Até então, foram gastos R$
4,5 milhões e o projeto será suspenso, diante da falta de informações
sobre a execução financeira, segundo O Globo. "Até a presente data não
houve comunicação oficial à Friocruz sobre o cancelamento do referido
termo. (...) O valor repassado até o momento foi utilizado integralmente
nas ações pactuadas com o Ministério da Saúde, especialmente na
Pesquisa de Avaliação Nacional do Programa de Volta para Casa", disse a
Fiocruz, por meio de sua assessoria de imprensa. Segundo a publicação, o
projeto da instituição é um termo de execução descentralizado: estavam
previstos R$ 19,7 milhões para bolsistas e pesquisadores; R$ 5,9 milhões
para passagens aéreas; e R$ 4,2 milhões para diárias.
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