MOVIMENTO CONTRA PRIVATIZAÇÃO DAS RODOVIAS
O governo
anunciou a 3ª Etapa do Programa de Concessões de Rodovias Federais, onde
está prevista a privatização (cobrança de pedágio) no trecho baiano da
BR 101, situado entre as cidades de Feira de Santana e Mucuri. A
concessão terá o prazo de 25 (vinte e cinco) anos e prevê a instalação
de nove praças de pedágio ao longo dos seus 772,3 km. O preço estimado
conforme reportagem do Jornal A Tarde inicialmente é de R$ 57,60
(cinquenta e sete reais e sessenta centavos) a preço de hoje para o
transcurso de todo o perímetro. O leilão da concessão está previsto para
o mês de maio e a assinatura do contrato deve acontecer em setembro. Os
pedágios serão cobrados nas cidades de São Gonçalo dos Campos,
Conceição do Almeida, Wenceslau Guimarães, Ubaitaba, Buerarema, Mascote,
Itabela, Itamaraju e Caravelas.
De acordo com
Jorge Barbosa, Presidente do Sindicato dos Bancários de Itabuna e
Região, o cidadão brasileiro paga uma das maiores cargas tributarias do
mundo e em contrapartida obtém serviços públicos geralmente de baixa
qualidade e como se não fosse o bastante o governo agora projeta
pedagiar todas as rodovias brasileiras (inicialmente as mais rentáveis),
os governantes que não enfrentam de frente o superávit primário,
pretendem aumentar os investimentos as custas de tributos indiretos
através da concessão a iniciativa privada de rodovias, ferrovias e
aeroportos, o que é mais uma vez socialmente injusto. Os pedágios
afetarão a todos, pois serão embutidos no valor dos fretes e das
passagens. Alem disso num futuro não muito distante, eles chegarão às
vias urbanas, como já acontece em São Paulo e Rio de Janeiro e breve em
Salvador.
Jorge esclarece
também, que em vários estados já estão acontecendo manifestações e atos
espontâneos de desobediência civil aos pedágios, prova de que o povo
brasileiro não concorda com este malefício. “Cabe agora a organização de
um grande movimento contra a cobrança de pedágios, inclusive com a
organização de um Dia Nacional de Luta. Está na hora também do cidadão
exigir uma posição dos vereadores, prefeitos, deputados e senadores a
cerca da questão. Uma vez que esse projeto foi gestado durante o
neoliberal e privatista, governo FHC e posteriormente acolhido p0elosa
governos Lula e Dilma com o apoio de quase todos os governadores, sem
nenhum debate com a sociedade”, finalizou.
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