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20 de março de 2013

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Refrigerantes são ligados a 180 mil mortes por ano

Cerca de 80% dessas mortes ocorreram em países de rendas média e baixa

20.03.2013 | Atualizado em 20.03.2013 - 14:23
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Folhapress
Atualizado às 15h00

O consumo de refrigerantes, sucos industrializados e outras bebidas açucaradas pode estar associado a cerca de 180 mil mortes por ano no mundo, de acordo com uma pesquisa apresentada nesta semana no congresso da Associação Americana de Cardiologia.

Os autores da pesquisa usaram dados do estudo “The Global Burden of Disease” (literalmente, “O Peso Global da Doença") de 2010 e relacionaram a ingestão de bebidas açucaradas a 133 mil mortes por diabetes, 44 mil mortes por doenças cardiovasculares e 6.000 mortes por câncer. Cerca de 80% dessas mortes ocorreram em países de rendas média e baixa.
Manifestante carrega cartaz que defende a 'liberdade' de poder tomar refrigerante (Foto: Spencer Platt / Getty Images / AFP )
Manifestante carrega cartaz que defende a 'liberdade' de poder tomar refrigerante em Nova York (Foto: Spencer Platt / Getty Images / AFP )

Especialistas afirmam que o consumo dessas bebidas pode gerar resistência à insulina e levar ao diabetes tipo 2, além de aumentar o risco de obesidade. Os pesquisadores calcularam as quantidades consumidas dessas bebidas por idade e sexo, os efeitos desse consumo na obesidade e no diabetes e o impacto das mortes relacionadas a essas doenças.

A América Latina e o Caribe tiveram o maior número de mortes por diabetes relacionadas ao consumo de bebidas adoçadas em 2010. Entre os 15 países mais populosos, o México teve a maior taxa de mortes por causa da ingestão das bebidas. À CNN, a Associação Americana de Bebidas disse à que o estudo traz “mais sensacionalismo do que ciência”.

A Associação Americana de Cardiologia recomenda que os adultos consumam menos de 450 calorias por semana de bebidas adoçadas. 

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REFLEXÃO

"Por mais que tenha ideologia, em algum momento o historiador deve adotar um grau de imparcialidade, relatando os fatos como aconteceram, sem colocar as suas convicções acima de tudo"