"Apontaram a arma na minha cara, disseram que iam me matar", relata Luan Ferreira, meia-atacante de 17 anos
O meia-atacante Luan Ferreira, de 17 anos, não quer
mais jogar pelo Bahia. Há três anos nas divisões de base do clube, o
atleta abandonou o Fazendão depois de ter sido roubado dentro do centro
de treinamento. Na última segunda-feira, três atletas dos juniores,
incluindo Luan, foram abordados por dois homens, um deles armado. O
ocorrido volta a expor a falta de segurança do local.
"Estava voltando do shopping com dois colegas. Fui
tirar dinheiro. Quando estávamos próximos do quarto, uns 20 metros, dois
rapazes, um armado e outro sem arma, nos abordaram e levaram o meu
relógio e os R$ 300 que eu havia sacado. Apontaram a arma na minha cara,
disseram que iam me matar. O dedo do assaltante estava tremendo no
gatilho. E se ele puxa aquilo? Nunca passei por nada parecido", contou
Luan ao site Lance!Net.
O jogador está em Fortaleza e deixou a situação nas
mãos de seu empresário. Luan relata que os todos os atletas da base
correm risco constante no local. "O muro do CT é muito baixo, tem
buracos na proteção, e é rodeado por favelas. Eles entraram e saíram
andando e levaram tudo. Não tenho condições de jogar lá.Estou em casa e
minha mãe não quer mais que eu jogue bola. Peguei um trauma com a
situação. Nos três anos em que estive lá ocorreram situações parecidas.
Outros jogadores também foram roubados. A gente conversou com o pessoal
do clube, e não fizeram nada para mudar isso".
Em setembro, a sala de imprensa do Bahia foi
invadida por assaltantes, que levaram o sistema de som e uma câmera
fotográfica do setor de comunicação do clube. Em outubro de 2012, dois
homens armados entraram no Fazendão na hora do almoço dos seguranças,
renderam dois jogadores e roubaram tudo, deixando os atletas apenas de
cueca. O CT comporta cerca de 100 jovens de categorias diferentes.
Defesa
Atual responsável pelas categorias de base do clube, Miguel Kertzman se defende. "Há inconsistência no relato (de Luan). O caso está sob investigação policial. Dos três atletas envolvidos, apenas Luan deixou o clube. Não importa o tamanho do muro. As pessoas pulavam até o Muro de Berlim. Existe gente mal intencionada em todos os lugares", respondeu ao Lance!Net. A segurança do Fazendão é terceirizada.
Atual responsável pelas categorias de base do clube, Miguel Kertzman se defende. "Há inconsistência no relato (de Luan). O caso está sob investigação policial. Dos três atletas envolvidos, apenas Luan deixou o clube. Não importa o tamanho do muro. As pessoas pulavam até o Muro de Berlim. Existe gente mal intencionada em todos os lugares", respondeu ao Lance!Net. A segurança do Fazendão é terceirizada.
Fonte; iBahia
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