A maioria das figuras que agem assim tentam se aproveitar de todas as oportunidades para se lançarem na frente de apresentadores, repórteres ou agem de forma provocativa para atraírem nem que seja por pouco tempo os holofotes sobre si. Mas, para poucos a rápida popularidade (boa ou má) pode vir de modo despretensioso, a exemplo do que ocorreu há poucos dias quando uma “missionária” chateada com as investidas de outra mulher que começou a elogiar muito o marido dela, resolveu “espontânea e momentaneamente” compor um cântico de admoestação à “fulana assanhada” em sua própria ministração durante um culto.
O detalhe é que a composição sentimental e carregada de “autoridade exortativa”, foi não sei se de propósito filmada por outra pessoa que achando engraçado a tal “música da missionária”, resolveu postar na internet a pérola que acabou por virar hit ao ganhar em poucos dias visualizações de quase 10 mil pessoas (e deve aumentar) na grande rede. Não sei se a pregadora-cantora é pentecostal, mas quem assistir o vídeo vai deduzir que é. O dito “cântico” que ganhou na web o título de “Varão da Missionária”, além de fazer a gente cair na risada levanta uma importante reflexão, principalmente para nós pentecostais: O que temos visto e ouvido em nossos púlpitos como ministrações da parte de Deus? Como toda polêmica beneficia alguma parte, não duvido que a agenda da missionária (que é cantora e que omiti o nome por compaixão) em poucos dias estará lotada com mais convites só por conta do novo e engraçado “hit”, que a ninguém edifica.
Não deve existir outro grupo entre os evangélicos que esbarre mais na linha tênue de separação entre adoração e irreverência do que os pentecostais e neopentecostais, analisando do ponto de vista litúrgico e congregacional. Faço parte de uma igreja típica do pentecostalismo clássico e afirmo que por meio de muitas pregações e composições musicais uma variada “teologia de púlpito” é disseminada sem qualquer constrangimento entre nossos irmãos na fé. Pregadores e cantores com estilo marcante e caracterizados por oratória em elevados decibéis ou através de cânticos sugestivos a uma induzida glorificação sem reflexão aliado a ritmos que apelam a movimentos; transmitem “mensagens” inconsistentes de teor bíblico e “músicas” também com igual distanciamento escriturístico; alguns chegam a ser antibíblicos, de extremo mal gosto e absurda aplicação.
Se você está curioso pelo vídeo que expõe a depreciação de muitos púlpitos, veja aqui.
Fonte:Gospel+
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