O presidente da Federação Catarinense de Municípios, Hugo Lembeck, cobrou a presença da Presidente Dilma na abertura da 17ª marcha dos Prefeitos, nesta terça-feira, 13 de maio, em Brasília: “Um evento como esse, dessa magnitude e importância política, teria que ter aqui, no mínimo, uma ‘tropa’ de ministros de estado. Além de não vir, a Dilma manda um subchefe. Com todo o respeito que temos a ele, é muito pouco para a importância desta marcha,” disse Lembeck, criticando a pouca importância dada pelo governo federal ao movimento municipalista.
O Governo Federal enviou ao evento como representante o subchefe para assuntos federativos do Ministério das Relações Institucionais, Gilberto Dominicci, que foi bastante vaiado, tendo, inclusive, o seu discurso interrompido pelo barulho. A revolta dos prefeitos é grande e eles exigem a presença da presidente Dilma na Marcha.
O prefeito Neto Guerrieri, de Eunápolis, participa da Marcha e representa o Consórcio dos municípios da Costa do Descobrimento, microrregião do extremo sul baiano. Ele viajou acompanhado dos vereadores Zé Carlos dos Taxistas e Jota Batista, líder do governo na Câmara Municipal.
O movimento dos prefeitos cobra um novo pacto federativo, com distribuição mais igualitária dos recursos públicos entre a União, Estados e Municípios, aumento de 2% no repasse do FPM (Fundo de Participação dos Municípios) e uma revisão da Lei de Responsabilidade Fiscal que vem penalizando os gestores, obrigados a cumprirem metas fiscais, mesmo com menos recursos e aumento da demanda de serviços.
É consenso entre os prefeitos que as prefeituras não aguentam mais ter que arcar com as responsabilidades de execução e financiamento de projetos e programas aprovados em Brasília sem as devidas contrapartidas financeiras que as viabilize.
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