A Convenção
Fraternal das Assembleias de Deus no Estado de São Paulo (Confradesp) se
reuniu na segunda-feira (5) e decidiu abrir uma apuração em seu
conselho de ética contra Feliciano. A convenção reúne 8.000 pastores do
Ministério do Belém em São Paulo. Segundo a Folha de S. Paulo, o
procedimento aberto pela convenção pode resultar em uma advertência ou
até o "descredenciamento pastoral" de Feliciano.
Ou seja, o
deputado pode ter o título de pastor cassado. Talma Bauer, chefe do
gabinete do parlamentar, afirmou à Folha que ele não falaria sobre o
caso, pois ainda não havia sido notificado, mas que considerava normal
um "pedido de explicações". A chefe do gabinete também explicou que a
entrevista publicada em abril foi um direito de resposta concedida ao
deputado por ele ter se sentido ofendido pela maneira como foi tratado
por um humorista da "Playboy". Na entrevista, Feliciano revelou detalhes
íntimos da sua vida antes de se tornar pastor. Ele, que hoje condena o
uso de drogas, confessou já ter usado cocaína na adolescência. “Conheci a
cocaína nos bailinhos, no fim dos 12 anos.
Só a cocaína.
Eu tentei a maconha, mas engasguei, nunca consegui fumar nem cigarro.
Não conseguia tragar. Com a cocaína era fácil”, afirmou. Questionado
sobre a possibilidade de um homem sentir durante o sexo anal, Feliciano
disse acreditar ser um caminho sem volta e admitiu nunca ter feito. “Com
certeza, tem homens que têm tara por ânus, sim. Eu não entendo muito
dessa área porque nunca fiz, graças a Deus, e espero nunca fazer, porque
parece e quem faz não volta mais. [Risos.] Deve ser uma coisa tão
estranha”.
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