Analista do TJ-BA de Itabuna está desaparecido após terremoto no Nepal
Uma das filhas de Manoel fez um desabafo em redes sociais fazendo apelo por informaçõe
Manoel Tenório não entrou em contato com família(Foto: Reprodução/Facebook)
Um
analista do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) que mora em Itabuna
está sem dar notícias à família e aos amigos depois do terremoto que
aconteceu no Nepal no início do final de semana. Manoel Ursino Tenório
de Azevedo Junior, que é pernambucano mas mora há vários anos na Bahia,
estava no país com um amigo que retornou antes do terremoto ao Brasil.
Uma das filhas de Manoel fez um desabafo em redes
sociais fazendo apelo por informações. "Hoje houve um terremoto de
grande escala no Nepal. Foi um grande desastre, muitas cidades
destruídas e milhares de vítimas. Meu pai está lá, e desde às 3:02 da
manhã não temos notícias dele, sendo que o terremoto aconteceu às 3:25
da manhã do horário de Brasília. Não conseguimos nada além de conseguir
deixar os dados dele no Itamaraty e aguardar as buscas por brasileiros,
ou que ele consiga entrar em contato. Nesse momento são mais de 15 horas
sem informações, estou muito aflita e sem opções, já que tudo lá está
destruído e a dificuldade de contato até com a Embaixada é difícil.
Pedindo a Deus que meu pai esteja bem. E peço aos amigos que orem por
nós ou que mandem suas boas vibrações para que tenhamos notícias dele
logo! Uma das últimas coisas que ele me falou por WhatsApp foi que me
amava muito e estava preocupado comigo", escreveu Leila Soriano no
sábado.
Segundo o Itamaraty, a embaixada brasileira em
Katmandu ainda tenta localizar todos os brasileiros que estavam no Nepal
no momento do terremoto. Ao todo, 79 brasileiros estariam na região e
54 já foram localizados pelo órgão diplomático. O Itamaraty informou que
não pode passar detalhes sobre os brasileiros localizados e
desaparecidos.
Parte da rede de telefonia do Nepal foi destruída
com o abalo sísmico, o que tem criado dificuldades de comunicação. Até
mesmo por conta disso, o Itamaraty destaca que mais brasileiros podem
estar no país.
Terremoto O
número oficial de mortos no terremoto que atingiu o Nepal neste sábado
superou 2.500 e pode continuar aumentando, já que equipes de busca e
resgate ainda trabalham em áreas remotas próximas do epicentro.
Autoridades do Nepal afirmaram neste domingo que pelo menos 2.430
pessoas foram mortas no país. Esse número não considera as 18 pessoas
que morreram na avalanche que ocorreu no Monte Everest, segundo a
Associação de Montanhismo do Nepal. Mais 61 pessoas morreram em virtude
dos tremores na Índia, e há mortes registradas também em outros países
vizinhos.
Os trabalhos de busca e resgate ainda estão longe de
encerrados, e por isso ainda não está claro qual o número total de
mortes. O epicentro do terremoto de magnitude 7,8, que atingiu o Nepal
ontem, foi cerca de 80 quilômetros a noroeste de Katmandu, de acordo com
o Instituto de Geofísica dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês),
e afetou, além da capital Katmandu, pequenas vilas próximas.
O terremoto foi o maior a atingir a nação asiática
em mais de 80 anos. Na capital do país, milhares de pessoas passaram a
noite em áreas abertas, com medo de novos terremotos. Mais cedo, no
domingo, foi registrado um forte tremor secundário de magnitude 6,7.
"Por mais que tenha ideologia, em algum momento o historiador deve adotar um grau de imparcialidade, relatando os fatos como aconteceram, sem colocar as suas convicções acima de tudo"
O número oficial de mortos no terremoto que atingiu o Nepal neste sábado superou 2.500 e pode continuar aumentando, já que equipes de busca e resgate ainda trabalham em áreas remotas próximas do epicentro. Autoridades do Nepal afirmaram neste domingo que pelo menos 2.430 pessoas foram mortas no país. Esse número não considera as 18 pessoas que morreram na avalanche que ocorreu no Monte Everest, segundo a Associação de Montanhismo do Nepal. Mais 61 pessoas morreram em virtude dos tremores na Índia, e há mortes registradas também em outros países vizinhos.