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O governador Rui Costa disse, nesta quarta-feira (13), que
“chorou” para o ministro da Saúde, Arthur Chioro, mais investimentos na
área para o estado da Bahia. “Não é só você que chora para pedir as
coisas”, disse Rui ao se referir à superintendente das Obras Sociais
Irmã Dulce (Osid), durante a inauguração do serviço de oncologia da
unidade. “Eu vinha chorando no carro com o ministro, e mostrando a ele
que a Bahia passa, pela sua dimensão territorial e até pelo tamanho do
seu PIB, a impressão para o país de que é um estado rico e forte. Mas
infelizmente nós somos o 7º PIB do país, mas não a 7ª arrecadação per
capita do Brasil. Somos a 23ª ou 24ª das 27 unidades da federação.
Portanto somos uma cidade pobre, em um estado pobre, com uma renda
baixa, um desemprego alto e com uma arrecadação que é uma das mais
baixas do país”, reclamou. O governador explicou, ainda, que a
estratégia do Estado será a descentralização e o fortalecimento dos
serviços de saúde, citando um motivo pessoal para investir no tratamento
oncológico. “Eu pedi ao secretário Fábio (Vilas-Boas) que dê prioridade
à questão da oncologia por razões técnicas, estatísticas, de saúde, mas
também por uma questão íntima e emocional, dado que perdi minha mãe com
câncer, dado que meu pai hoje também faz um tratamento de câncer”,
confessou. Ele afirmou, ainda, que já busca investimentos para a
realização de macrodrenagens nas bacias do Bonfim, do Uruguai e de Roma,
para tentar evitar alagamentos como os que ocorreram na unidade nas
chuvas que atingiram Salvador, inclusive áreas do complexo de Roma da
unidade de saúde, no último domingo (10). No início de seu discurso, Rui
parabenizou toda a equipe da Osid, que teria uma forma de atendimento
diferente das outras unidades de saúde. "Além da estrutura, dos
equipamentos. Além da técnica, da ciência, do aprendizado de anos de
dedicação de anos à universidade, à pesquisa... Além disso tudo, têm
algo que é diferencial no atendimento, que é a consciência de que cuidar
da saúde das pessoas e, acima de tudo, carinho e sentimento de
acolhimento ao outro ser humano. Isso faz toda diferença no atendimento à
saúde”, avaliou.
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