Foto: Divulgação
A partir de decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Tribunal
de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA) terá um "poder de fogo"
maior ao julgar as próximas contas de prefeituras baianas, relativas a
2014. O TSE concluiu que, nos casos em que prefeitos agem como
ordenadores de despesas, as contas não se sujeitam ao julgamento final
das câmaras municipais, basta a análise pelos tribunais de contas.Na
prática, isso significa que os tribunais regionais eleitorais poderão
definir se um gestor está ou não inelegível a partir do que apontarem os
tribunais de contas no julgamento das finanças. Antes, o TSE
considerava que as decisões a serem consideradas eram as das câmaras
municipais, responsáveis por julgar o parecer prévio emitido pelos
tribunais de contas. Para que o gestor fique inelegível, entretanto, a
irregularidade observada pelo TCM deverá ser algum ato que configure
improbidade administrativa. Além disso, em alguns municípios - sobretudo
nos maiores - a tarefa de ordenador de despesas é pouco desempenhada
pelo prefeito, que acaba delegando a função a secretários.
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