MASCOTE NOTICIAS E BELEZAS NATURAIS: Dilma: 'Não tenho porque desconfiar um milímetro dele', sobre Temer

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8 de dezembro de 2015

Dilma: 'Não tenho porque desconfiar um milímetro dele', sobre Temer


A presidente Dilma Rousseff tentou minimizar o distanciamento entre ela e seu vice, Michel Temer, dizendo que sempre confiou no peemedebista. Afirmou, também, que ainda não foi informada do pedido da demissão do ministro Eliseu Padilha (Aviação Civil).>>>>>>>>


"Não só confio como sempre confiei (em Michel Temer)", disse, após reunião com juristas para tratar da sua defesa do impeachment, da qual Temer não participou. Por ser advogado, a expectativa era de que o vice-presidente se envolvesse diretamente na defesa de Dilma.

Entretanto, assim que foi deflagrado o processo de impeachment, na última quarta-feira, a presidente teve apenas um rápido encontro com o vice, que descartou participar formalmente da defesa. Auxiliares de Dilma dizem reservadamente que a postura de Temer passa a imagem de que ele está conspirando para chegar ao poder.

Dilma, no entanto, negou a tese de conspiração e afirmou que ela preferia manter a posição que sempre teve a respeito do aliado. "Ele sempre foi extremamente correto comigo. Não tenho porque desconfiar um milímetro dele", disse. "Não é essa a posição que eu sei dele e não é isso que ele tem me dito", reforçou, sobre o suposto abandono e conspiração.

Dilma rebateu ainda que haja silêncio por parte do vice-presidente. "Silêncio depende de quem está escutando", afirmou, destacando que tem conversado normalmente com Temer.

Apesar de ter tentando mostrar proximidade na relação, Dilma disse não saber quando Temer retorna a Brasília ou se já tinha retornado. "Assim que ele chegar a Brasília, não sei se já chegou, pretendo conversar com ele ainda hoje", disse. O vice cumpre agenda em São Paulo nesta segunda-feira e deve retornar para a capital por volta das 21h.

Casca de banana

Dilma voltou a dizer que ainda não foi informada sobre a saída do ministro Eliseu Padilha (Aviação Civil) e evitou dimensionar o peso que a demissão de um dos principais aliados do vice pode ter para o seu governo. "A mim, ele (Padilha) não comunicou nada", disse.

Questionada se a saída de Padilha poderia provocar uma debandada do governo disse apenas: "Nessa casquinha de banana eu não caio não".

Padilha deve se reunir nesta segunda com o ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, para comunicar pessoalmente ao governo sua decisão de entregar o cargo. Apesar de o governo ainda esperar uma conversa com o peemedebista, o cargo dele já estaria em negociação.

O líder do governo na Câmara, deputado Leonardo Picciani (RJ), já teria recebido a tarefa de indicar nomes para a vaga. Picciani nega a oferta, mas admite que, se for procurado, irá atender ao apelo do governo.

Pareceres

A presidente afirmou ter recebido dos juristas pareceres sobre as contas do governo e sobre o processo de impeachment e voltou a destacar que o País tem que defender sua democracia. "O Brasil conquistou democracia com sacrifício de pessoas", disse. "Só dentro da legalidade democrática, respeitando as regras, nós, de fato, unificaremos o País", completou.

A presidente disse, ainda, que as instituições brasileiras são sólidas e por isso é importante "defender a legalidade". Dilma voltou a destacar que o processo de impeachment não tem fundamento e lembrou que as contas do governo de 2014 e 2015, apesar do parecer do Tribunal de Contas da União (TCU) indicando a reprovação, ainda serão julgadas pelo Congresso Nacional.

Na semana passada, o mesmo grupo de juristas lançou um manifesto no qual sustentava não haver "qualquer fundamento jurídico" para o afastamento da presidente. O documento foi articulado por Celso Antônio Bandeira de Mello, professor emérito de Direito Administrativo da PUC-SP. Além de manifestar apoio a Dilma, a ideia do encontro também foi discutir qual é a melhor estratégia jurídica para defender a presidente.

A reunião desta segunda foi articulada pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e pelo advogado do PT, Flávio Caetano. Com informações do Estadão Conteúdo.

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REFLEXÃO

"Por mais que tenha ideologia, em algum momento o historiador deve adotar um grau de imparcialidade, relatando os fatos como aconteceram, sem colocar as suas convicções acima de tudo"