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Coreia do Norte avisa embaixada brasileira que não tem como dar segurança se houver guerra
A informação foi divulgada há pouco pelo Ministério de Relações Exteriores do Reino Unido
Da Redação com agências
O governo da Coreia do Norte informou nesta sexta-feira (5) que será incapaz de garantir a segurança das representações diplomáticas instaladas no país em caso de conflito.
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil
confirmou que os representantes diplomáticos da embaixada brasileira em
Pyongyang foram contatados pelo governo norte-coreano sobre uma possível
retirada dos funcionários.
A chancelaria brasileira informou que repassou a
informação ao governo e frisou que a situação está sendo analisada e
ainda não há uma decisão oficial.
Apesar do alerta, o governo brasileiro decidiu
manter, por enquanto, sua embaixada em funcionamento. No prédio, estão o
embaixador Roberto Colin e um funcionário.
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A informação foi divulgada há pouco pelo Ministério de Relações Exteriores do Reino Unido.
“Hoje, o ministro norte-coreano de relações
exteriores informou a algumas embaixadas em Pyongyang, incluindo a
Embaixada Britânica e representações internacionais, que o governo
local será incapaz de garantir a segurança em caso de conflito”, diz
comunicado divulgado hoje.
Segundo o Itamaraty, o governo da Coreia do Norte
“convidou embaixadas e organizações presentes a informarem até 10 de
abril que tipo de assistência será necessária caso queiram ser
retirados do país ou realocados em outro local”.
“Estamos consultando parceiros internacionais sobre o
tema. Nenhuma decisão foi tomada e não temos planos imediatos de
retirar a nossa embaixada”, diz a nota do governo britânico.
Fim do acordo de paz
A Coréia do Norte havia anunciado no inicio do mês a suspensão do armistício e de outros pactos de paz assinados com a Coreia do Sul, em protesto contra os exercícios militares conjuntos da Coreia do Sul e Estados Unidos.
A Coréia do Norte havia anunciado no inicio do mês a suspensão do armistício e de outros pactos de paz assinados com a Coreia do Sul, em protesto contra os exercícios militares conjuntos da Coreia do Sul e Estados Unidos.
Ao anular o cessar-fogo, foi aberto teoricamente o
caminho para a retomada das hostilidades, embora observadores digam que
esta não é a primeira vez que a Coreia do Norte anuncia a suspensão do
armistício.
O armistício foi aprovado
pela Assembleia Geral das Nações Unidas e tanto as Nações Unidas como a
Coreia do Sul repudiaram a retirada unilateral da Coreia do Norte.
As duas Coreias permanecem tecnicamente em guerra
porque a Guerra da Coréia de 1950-1953 foi concluída com armistício, ao
invés de um Tratado de Paz.
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