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27 de maio de 2013

Esportes

Para Caio, cansaço ditou empate na estreia. E quarta já tem o Náutico fora

Após a partida, Caio Júnior fez questão de alertar que não pediu para a equipe mudar o estilo de jogo após o início arrasador




O estilo de jogo do Vitória é muito claro. Joga com apenas um volante marcador e aposta na ofensividade de Cajá, Escudero, Maxi e Dinei. Na estreia da Série A, a estratégia deu certo até os 20 minutos do primeiro tempo, quando o Leão abriu 2x0 sobre o Internacional, na Fonte Nova. 


Depois, de forma até então não vista na temporada, o time recuou ao extremo, o que culminou com o empate gaúcho. Após a partida, o técnico Caio Júnior fez questão de alertar que não pediu para a equipe mudar o estilo de jogo após o início arrasador. “Eu repeti a equipe. Sabíamos que o começo seria muito importante. Mas depois que fizemos o placar, eu não pedi para recuar. Com a bola, temos que ser ofensivos. Não pedi para recuar”, ratificou o professor, que viu o rubro-negro ser envolvido pelo toque de bola do Inter no restante da partida.  

Um envolvimento que aumentou ainda mais o desgaste do time, que fez três jogos decisivos num intervalo de seis dias. Por isso, apesar de treino hoje e amanhã para o confronto contra o Náutico, quarta, nos Aflitos, Caio não terá tempo para fazer retoques. 

“Hoje (sábado) a equipe teve uma evolução muito grande. Agora é desumano esse desgaste. Eles precisam de pelo menos 72 horas para recuperar. O Inter teve um jogo há dez dias. Amanhã (ontem) nossos jogadores estarão mortos. Só na terça-feira estarão recuperados”, acredita o treinador, que apesar do empate amargo, não considerou ruim o resultado na estreia em casa.  

“O importante é chegar lá no final e ver os pontos que a gente somou e com quem a gente jogou. Contra o Internacional, não importa se é em casa ou fora, é sempre um ponto a ser somado. Enfrentamos um candidato ao título, por isso considero um ponto conquistado”, avalia. 

Aflição
Confiante no time, apesar de reconhecer carências e aguardar contratações para o período de recesso provocado pela Copa das Confederações, o professor já avisou que vai manter a equipe para o confronto, no Recife. 
Lá, expectativa de um jogo completamente diferente por dois motivos: o nível técnico do Timbú, abaixo do Inter, e as condições do gramado dos Aflitos, longe das encontradas na  Fonte Nova.
“Lá é outro tipo de jogo. Já joguei nos Aflitos algumas vezes e o campo é complicado. Temos que manter nossa postura”, espera o treinador, que terá o intervalo de três dias depois do Náutico para o confronto contra o Vasco, no primeiro jogo do Barradão na volta do Leão à Série A.

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REFLEXÃO

"Por mais que tenha ideologia, em algum momento o historiador deve adotar um grau de imparcialidade, relatando os fatos como aconteceram, sem colocar as suas convicções acima de tudo"