Esportes
Para Caio, cansaço ditou empate na estreia. E quarta já tem o Náutico fora
Após a partida, Caio Júnior fez questão de alertar que não pediu para a equipe mudar o estilo de jogo após o início arrasador
O
estilo de jogo do Vitória é muito claro. Joga com apenas um volante
marcador e aposta na ofensividade de Cajá, Escudero, Maxi e Dinei. Na
estreia da Série A, a estratégia deu certo até os 20 minutos do primeiro
tempo, quando o Leão abriu 2x0 sobre o Internacional, na Fonte Nova.
Depois, de forma até então não vista na temporada, o
time recuou ao extremo, o que culminou com o empate gaúcho. Após a
partida, o técnico Caio Júnior fez questão de alertar que não pediu para
a equipe mudar o estilo de jogo após o início arrasador. “Eu repeti a
equipe. Sabíamos que o começo seria muito importante. Mas depois que
fizemos o placar, eu não pedi para recuar. Com a bola, temos que ser
ofensivos. Não pedi para recuar”, ratificou o professor, que viu o
rubro-negro ser envolvido pelo toque de bola do Inter no restante da
partida.
Um envolvimento que aumentou ainda mais o desgaste do time, que fez três jogos decisivos num intervalo de seis dias. Por isso, apesar de treino hoje e amanhã para o confronto contra o Náutico, quarta, nos Aflitos, Caio não terá tempo para fazer retoques.
“Hoje (sábado) a equipe teve uma evolução muito grande. Agora é desumano esse desgaste. Eles precisam de pelo menos 72 horas para recuperar. O Inter teve um jogo há dez dias. Amanhã (ontem) nossos jogadores estarão mortos. Só na terça-feira estarão recuperados”, acredita o treinador, que apesar do empate amargo, não considerou ruim o resultado na estreia em casa.
“O importante é chegar lá no final e ver os pontos que a gente somou e com quem a gente jogou. Contra o Internacional, não importa se é em casa ou fora, é sempre um ponto a ser somado. Enfrentamos um candidato ao título, por isso considero um ponto conquistado”, avalia.
Aflição
Confiante no time, apesar de reconhecer carências e aguardar contratações para o período de recesso provocado pela Copa das Confederações, o professor já avisou que vai manter a equipe para o confronto, no Recife.
Lá,
expectativa de um jogo completamente diferente por dois motivos: o
nível técnico do Timbú, abaixo do Inter, e as condições do gramado dos
Aflitos, longe das encontradas na Fonte Nova.
“Lá
é outro tipo de jogo. Já joguei nos Aflitos algumas vezes e o campo é
complicado. Temos que manter nossa postura”, espera o treinador, que
terá o intervalo de três dias depois do Náutico para o confronto contra o
Vasco, no primeiro jogo do Barradão na volta do Leão à Série A.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
COMENTÁRIOS: