De acordo com o chefe da diplomacia norte-americana, “a situação a que [o mundo] assistiu na semana passada na Síria choca a consciência mundial
O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, garantiu nesta segunda-feira (26) não ter dúvidas sobre a utilização de armas químicas na Síria na semana passada, considerando tratar-se de “uma indecência moral” perante a qual os responsáveis devem responder.
“Foram utilizadas armas químicas na Síria. É inegável”, afirmou Kerry aos jornalistas, em um discurso proferido em Washington.
De
acordo com o chefe da diplomacia norte-americana, “a situação a que [o
mundo] assistiu na semana passada na Síria choca a consciência mundial.
Desafia qualquer código de moralidade. O massacre massivo de civis, a
morte de mulheres e crianças inocentes através do recurso das armas
químicas é moralmente indecente”.
“O
presidente [norte-americano Barack] Obama considera que aqueles que
recorreram às armas mais atrozes contra as populações mais vulneráveis
do planeta devem responder por isso”, acrescentou Kerry, citado pela
agência France Presse.
Segundo o secretário de Estado, “nada é mais grave agora e nada é mais escrutinado que a utilização de armas químicas”.
À
semelhança de declarações proferidas por outros membros do governo
norte-americano no fim de semana passado, também Kerry acusou o regime
sírio de ter oferecido aos investigadores das Nações Unidas um acesso
“muito tardio” à zona atingida pelo ataque de 21 de agosto e de ter
“bombardeado” e “destruído sistematicamente as provas” no terreno.
“Este não é o comportamento de um governo que nada tem a esconder”, sublinhou o diplomata.
De
acordo com o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH),
organização não governamental com sede em Londres, pelo menos 322
pessoas morreram na quarta-feira, mas a oposição coloca o número em
1.300 vítimas.
O regime sírio negou responsabilidades no ataque.
A
guerra civil na Síria, que começou com uma revolta popular contra o
regime de Bashar Al Assad em março de 2011, já fez mais de 100 mil
mortos, segundo a ONU.

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