Ao ouvir os
apupos da multidão, a Primeira-Dama do estado, Fátima Mendonça, reagiu e
mostrou o dedo do meio à multidão em atitude surpreendente. O petista
falou sobre o fato durante a saída do Ilê Aiyê no Sábado e minimizou a
reação da mulher. Segundo ele, Fátima teve uma reação mais intempestiva
porque tem “mais liberdade” para agir desta forma. O governador
confirmou que também não gostou de receber vaias, mas que se conteve em
reagir. Mesmo assim, pensou em fazer alguma coisa no momento em que
ouvia os apupos em praça pública.
“Baby me
cumprimentou na multidão, e sabe como é multidão. Até um minuto de
silêncio é vaiado. Eu me contive, mas Fatinha, que tem mais liberdade,
reagiu daquela forma”, explicou Wagner. A mulher, por outro lado,
explicou o episódio de maneira mais incisiva. “Vaiar todo mundo pode
vaiar, mas eu também tenho o direito de reagir. São oito anos de
governo, ninguém sabe do que a gente faz. As pessoas
nem sabem por que estão vaiando. Aí eu reagi mesmo”. Vaias e dedos à
parte, o governador exaltou o desfile do Ilê Aiyê dentro do tema do
Carnaval e ressaltou a tradição o bloco na folia baiana. O gestor
afirmou que tem uma longa relação com o grupo e que, em sua gestão,
busca avançar sem deixar raízes culturais de lado.
Ao explicar a
questão da tentativa de expandir o espaço aos blocos afro, tentou não
dar crédito à prefeitura. “Fomos o primeiro governo a reconhecer o
Carnaval Ouro Negro, catalogando todas as entidades e destinando, se não
me engano, R$ 9 milhões em patrocínio para os blocos afro, que nem
sempre são os mais comerciais”.
Jaques Wagner
participou ao lado de ACM Neto do ato de abertura do desfile, que teve
como ponto alto a libertação de pombas brancas simbolizando a paz. Bocão
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