MASCOTE NOTICIAS E BELEZAS NATURAIS: Vendedor que burlou fiscalização teve bebidas não oficiais recolhidas

VENHA CONHECER MASCOTE E SEUS ENCANTOS NATURAIS

5 de março de 2014

Vendedor que burlou fiscalização teve bebidas não oficiais recolhidas

Com o novo modelo de patrocínio, a prefeitura arrecadou R$ 20 milhões só com as cervejarias Schin e Itaipava

Não adiantou tentar burlar a fiscalização. Ou era Schin ou Itaipava ou nada feito. Desde o dia 26 de fevereiro até ontem, 216.789 unidades de cerveja, refrigerante, energético e água de marcas que não pertencem aos patrocinadores oficiais do Carnaval foram apreendidas pela Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop).
Das mais de 216 mil latinhas recolhidas pela Semop, 93% eram de cervejas não autorizadas pela prefeitura

De acordo com nota da assessoria da Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo do Município, “a cerveja responde por  93% do total apreendido”. O material, que corresponde a 13.235 caixas, está guardado no depósito da Semop, na BR-324. Para retirar os produtos, é preciso apresentar o Termo de Apreensão de Bens, documento entregue durante o ato da apreensão, e pagar uma multa com valor que depende do volume do material. O valor da multa não foi informado, bem como o destino dos produtos que não forem resgatados.

Com o novo modelo de patrocínio, a prefeitura arrecadou R$ 20 milhões só com as cervejarias Schin e Itaipava. Em contrapartida, garantiu exclusividade nas ações de marketing e comercialização dos produtos em circuitos diferentes: a Schin no circuito Osmar e nos bairros, e a Itaipava no circuito Dodô. 

Quem não gostou nem um pouco da medida foram os ambulantes, obrigados a vender os produtos exclusivos. Para atender aos consumidores, alguns driblaram a fiscalização e comercializaram outras marcas a preços mais baratos.

“Aqui perto tem uma base da Skol e vende cada ‘piriguete’ por R$ 0,69. Nós, legalizados pela prefeitura, somos obrigados a vender Itaipava, que ninguém compra. Tive que pegar Skol, mas minha mercadoria foi apreendida”, lamentou Lívia Teles, 25, que montou seu ponto em frente ao Shopping Barra. O colega  Everton Batista, 41, reclamou da fiscalização: “O circuito todo tem espalhado cartazes da Skol por R$ 1. Você acha que as pessoas vão querer a Itaipava?”.

Do outro lado da disputa, os patrocinadores avaliam de forma positiva a parceria com a prefeitura. O diretor regional da Brasil Kirin na Bahia e Sergipe, que controla a Schin, Aurélio Leiro, se disse satisfeito: “Temos uma relação com a Bahia de mais de 20 anos. A parceria traz benefícios para toda a cidade”.

O diretor de marketing do Grupo Petrópolis, que responde pela Itaipava, Douglas Costa, revelou que, apesar do número de apreensões, a operação de blindagem realizada pela prefeitura foi eficaz. As duas cervejarias já adiantaram o interesse em manter a colaboração no Carnaval de 2015.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

COMENTÁRIOS:

REFLEXÃO

"Por mais que tenha ideologia, em algum momento o historiador deve adotar um grau de imparcialidade, relatando os fatos como aconteceram, sem colocar as suas convicções acima de tudo"