Aviões de resgate vietnamitas avistaram grandes
manchas de óleo e uma coluna de fumaça no mar, mas não ficou claro se
elas têm relação com o desaparecimento de um Boeing 777 da Malaysia Airlines, afirmou um representante do ministério dos Transportes, neste sábado.
Localizadas no extremo sul do Vietnã, com 10 a 15
quilômetros de comprimento, as manchas são o primeiro indício de que o
avião possa ter caído nessa região. Segundo a Malaysia Airlines, o
aparelho não enviou qualquer sinal de perigo, nem outro sinal que
indicasse um problema. Familiares chineses dos passageiros acusaram a
companhia aérea de não fornecer informações, enquanto a imprensa estatal
criticou a falta de respostas.
As razões do desaparecimento continuam incertas, mas
autoridades europeias disseram que duas pessoas a bordo estavam usando
identidades falsas. Em entrevista coletiva, representantes da companhia
aérea disseram que não podiam descartar nada, mas afirmaram que não há
indícios de sabotagem nem alegações de um ataque terrorista.
Autoridades da Ásia procuram avião desaparecido com 239 a bordo (Foto: AFP)
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A lista de passageiros emitida pela Malaysa
Airlines incluía o nome de dois europeus (o austríaco Austrian Christian
Kozel e o italiano Luigi Maraldi) que, de acordo com autoridades dos
dois países, não estavam no avião. Kozel foi encontrado a salvo em sua
casa, e informou que o passaporte foi roubado há dois anos, quando ele
viajava para a Tailândia.
"Estamos trabalhando com as autoridades que acionaram as equipes de busca e resgate", disse um funcionário da companhia.
A aeronave transportava 227 passageiros, incluindo
duas crianças, e 12 membros da tripulação. Os passageiros eram de 14
nacionalidades: 152 cidadãos chineses, 38 malaios, 12 indonésios e seis
da australianos.
O Ministério da Defesa vietnamita lançou uma missão
de busca em conjunto com a Malásia, a Cingapura e a China, que mandou
navios de patrulha rastrear a área.
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