Aos dois anos,
Letícia deixou a residência no bairro de Caraíbas para começar uma
maratona de exames, cirurgias e tratamentos contra uma insuficiência
respiratória crônica. Inicialmente, em fevereiro de 2009, a menina foi
internada no Hospital Clériston Andrade (HCA), no centro de Feira de
Santana. Em setembro de 2010, após a inauguração do HEC, foi transferida
para a unidade exclusivamente pediátrica, onde morou desde então.
De acordo com o
pediatra Márcio Torres, que acompanha a criança desde a entrada no HCA,
Letícia foi atendida há cinco anos com quadro de infecção do sistema
nervoso central, que resultava em crises convulsivas. No período,
segundo o médico, foi detectado que, "ao entrar em sono profundo, ela [a
menina] parava de respirar". A partir de então, Letícia precisou passar
por intubações prolongadas a fim de regularizar as funções
respiratórias.
Para facilitar
este processo, a menina foi submetida a um procedimento cirúrgico
conhecido como traquiostomia, quando um orifício é aberto no pescoço do
paciente para possibilitar a ventilação mecânica. "Independentemente [do
problema de saúde], o cognitivo dela foi desenvolvido normalmente",
informou. Atualmente, Letícia anda, mas ainda não conversa, devido a
cânula de traquiostomia inserida no pescoço.
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