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8 de abril de 2014

Lula nega candidatura em 2014

Apesar de criticar o resultado do julgamento do mensalão, o ex- presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira (8/4), em encontro com blogueiros, que não se arrepende de ter nomeado o ministro Joaquim Barbosa para o Supremo Tribunal Federal. A conversa durou cerca de três horas. "Não me arrendi de indicar o Barbosa. Na época, não tinha mensalão. Eu queria um advogado negro no Supremo e o currículo dele era o melhor", disse. "Eu não indiquei ele por causa do processo [do mensalão]. O comportamento dele é responsabilidade dele.  

A Suprema Corte tem que se pronunciar nos autos do processo (...). Se eu tivesse as informações do Barbosa que eu tenho hoje, teria indicado ele do mesmo jeito", completou. Segundo o ex-presidente, a condenação do ex-ministro José Dirceu é um "grave abuso no exercício do poder e da lei". "Ele deveria estar em prisão domiciliar. Temos que ter paciência que as coisas mudam", concluiu e citou a redução das penas com a retirada da acusação do crime de quadrilha. A pena de Dirceu foi reduzida de 10 anos e 10 meses de prisão para 7 anos e 11 meses, só pelo delito de corrupção ativa.

Lula afirmou ainda que não é candidato à Presidência e pediu ajuda para acabar com "boataria" em torno do tema. "Eu não sou candidato, minha candidata é a Dilma Rousseff e se vocês puderem contribuir pra acabar com essa boataria toda, ou seja, vocês estarão contribuindo com o processo de democratização desse País. Ou seja, eu acho que a Dilma tem competência, tem todas as condições políticas, técnicas, tem capacidade que o Brasil precisa pra fazer esse Brasil avançar e acho que ela é disparadamente a melhor pessoa para ganhar essas eleições e fazer o Brasil continuar a andar. Aqui, eu já cumpri com minha tarefa, já fiz o que tinha que fazer, já me dou por realizado”, afirmou Lula. 

O ex-presidente também comentou as movimentações em torno da criação da Comissão Parlamentar de inquérito (CPI) para investigar supostas irregularidades em contratos da Petrobras e pediu uma ação mais intensa do PT e do governo em relação às denúncias envolvendo a estatal. "Normalmente, em época de eleição, quando a oposição não tem bandeira, não tem programa e não tem voto, a oposição então levanta essa ideia de se fazer uma CPI", afirmou. 

"O governo tem de ir para a ofensiva e debater esse assunto com muita força. A gente não pode ficar permitindo que, por omissão nossa, as mentiras continuem prevalecendo. Temos de defender com unhas e dentes aquilo que achamos que é verdadeiro, os fatos concretos", completou.

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REFLEXÃO

"Por mais que tenha ideologia, em algum momento o historiador deve adotar um grau de imparcialidade, relatando os fatos como aconteceram, sem colocar as suas convicções acima de tudo"