Segundo o
delegado regional de Combate ao Crime Organizado da Polícia Federal,
Rodrigo de Lucca, há provas de que a empresa funcionava como uma
pirâmide financeira. "A prova colhida nos autos é cabal, tanto do
funcionamento da pirâmide financeira, quanto em relação ao funcionamento
da empresa como uma instituição financeira sem ter autorização do órgão
competente para isso", falou. A análise do material apreendido, segundo
De Lucca, vai integrar a parte final das investigações. "O trabalho
feito hoje foi a coleta de documentos, mídias, notebooks e smartphones
para reforçar ainda mais a materialidade que existe do crime praticado
pelos representantes da empresa Telexfree", disse.
Segundo a
Polícia Federal, funcionários foram encontrados no escritório central da
empresa, que não poderia estar funcionando. Alguns negaram que
estivessem trabalhando. O encarregado geral do prédio onde funciona a
Telexfree acompanhou o trabalho da Polícia Federal. Ele e um funcionário
da empresa foram ouvidos pelos agentes. Os funcionários não quiseram
falar à reportagem. O advogado da Telexfree, Rafael Freitas de Lima,
acompanhou o trabalho dos agentes federais e caracterizou a ação como
intempestiva e desnecessária.
"Todos os
documentos foram entregues espontaneamente pela empresa na Justiça do
Acre, há muito tempo. A Polícia Federal tem a senha do processo e acesso
irrestrito a ele", disse. À TV Gazeta, o advogado afirmou que a medida
"parecia mais política do que judicial". (Fonte:G1)
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