Jorge, que era
menor na época do crime, contou que Macarrão estava junto e conhecia bem
a região para onde o corpo de Eliza foi levado. "Ela não foi
esquartejada. Só cortaram a mão dela. O corpo ficou inteiro", afirmou
Jorge, acrescentando que o corpo foi transportado até ao cemitério
clandestino no porta-malas de um EcoSport. O relato foi feito ao
repórter Marcos Marinho. Segundo o jornalista, Jorge revelou como se
chega ao terreno. "O local fica próximo ao aeroporto. Antes de chegar ao
local, passa um retorno, depois de três ruas, entra numa estrada de
chão. É um lugar distante.
Ela foi
enterrada perto de um pé de coqueiro grande e único dentro do terreno.
Mesmo se não tiver mais esse pé de coqueiro no local, eu sei onde ela
(corpo de Eliza) está. O buraco onde ela foi enterrada foi feito por uma
retroescavadeira para dificultar a localização do corpo", afirmou
Jorge. Jorge disse que ficou segurando o bebê enquanto Eliza era
assassinada. Ele disse que não tinha como correr para pedir ajuda. " Eu
estava em Belo Horizonte e não sabia que aquilo ia acontecer.
Eu não conhecia
aquele lugar. Como eu ia sair para pedir ajuda? Como eu ia sair do
local correndo? Não pude fazer nada porque o Bola é um psicopata, mata
fácil. Fiquei com medo de sair para pedir ajuda", afirmou. Questionado
porque só revelou a história depois de quatro anos, ele respondeu. " Eu
não sabia a pessoa certa para eu confiar para contar isso. Eu pensei
muito. Me coloquei no lugar dela. De fazerem alguma coisa comigo. Isso
não vai aliviar a pena do Bruno. Quero fazer a minha parte, mostrar onde
ela está." Ele disse que não ganhou dinheiro para participar do
sequestro de Eliza Samúdio.
De acordo com
Jorge, o outro primo de Bruno, Sérgio Rosa Sales, que participou da
reconstituição do crime e foi assassinado em 2012, teria sido morto por
causa da morte da ex-modelo. Ele culpa o Macarrão pela morte de Sérgio.
"Ele falou demais", disse Jorge. Desde o início do caso, Jorge mudou as
versões, mentiu por orientações do advogado Elieser. " Eu falando a
verdade, eles não iam me soltar. Eu inventava uma história atrás da
outra. Foi muita pressão em cima de mim."
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