Deputado alega pobreza para não pagar R$ 901 na Justiça
Foto: Divulgação
A
Justiça negou o pedido de benefício de assistência judiciária integral e
gratuita feita pelo deputado federal Alfredo Kaefer (PSDB/PR). O
parlamentar justificou ao Tribunal que não teria como pagar os custos do
processo judicial em que ele foi obrigado a arcar com todos os
dispêndios, inclusive o pagamento de honorários dos advogados, o que
significa o valor de R$ 901. Ele foi condenado em primeira instância.
Kaefer é considerado um dos deputados federais mais ricos eleitos em
2014. De acordo com a sua declaração de bens no Tribunal Superior
Eleitoral (TSE), ele acumula um patrimônio de R$ 108.581.709,91. A maior
parte do montante vem de quotas de capital de diversas empresas dos
segmentos do agronegócio, construtoras, entre outros. A juíza da 4ª Vara
Cível de Cascavel, no oeste do Paraná, Gabrielle Britto de Oliveira,
afirmou em parecer que Kaefer usou de má fé, já que ele é um dos
proprietários de uma empresa frigorífica com filiais em vários estados.
“Não é crível que o embargante [Alfredo Kaefer], com patrimônio
declarado de mais de 100 milhões de reais, teria sua situação financeira
abalada pelo pagamento das custas do processo. Seria, no mínimo, total
falta de bom senso acreditar nisso”, escreveu, de acordo com informações
do G1. Ainda por conta da “ma fé”, o valor das despesas foi
multiplicado em dez vezes. O deputado terá que pagar, ao final, R$ 9,1
mil para dar seguimento à defesa do processo. Kaefer tem o prazo de dez
dias, após notificação, para pagar as custas.
REFLEXÃO
"Por mais que tenha ideologia, em algum momento o historiador deve adotar um grau de imparcialidade, relatando os fatos como aconteceram, sem colocar as suas convicções acima de tudo"
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