Um jovem britânico se transformou em um
miltimilionário por conta de uma brincadeira na escola. Segundo
informações da BBC, em 2005, Jack Cator estava irritado porque sua
escola em Norfolk, no leste da Inglaterra, havia bloqueado o acesso à
rede de computadores da instituição.
O
objetivo era impedir que os alunos acessassem sites de música e jogos.
Cator já sabia programar e decidiu usar seu conhecimento para invadir o
sistema. "Pensei que seria engraçado furar o bloqueio montado pela
escola", diz o jovem, hoje com 26 anos.
Jack Cator, 26 anos, ficou milionário após criar a 'Hide My Ass' (HMA), quando ainda frequentava a escola.(Foto: Reprodução/HMA)
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O
britânico usou um site que simula a impressão digital de um computador,
ao roteá-lo por meio de um servidor remoto, normalmente localizado no
exterior, e permitindo ao usuário navegar na internet de modo anônimo e
privado. Tais sites franqueiam aos usuários acesso à chamada rede
privada virtual (VPN, na sigla em inglês).
Ainda
de acordo com a BBC, Cator fez uma dessas redes funcionar e passou a
usar os computadores da escola para assistir a seus videoclipes
preferidos. Contudo, o britânico não estava satisfeito com a qualidade
dos então provedores de VPN, que, segundo ele, não eram fáceis de usar e
veiculavam muita propaganda.
Por
conta disso, ele decidiu criar a sua própria rede. Em apenas uma tarde
ele conseguiu seu objetivo e batizou a nova rede com um nome bem
criativo: Hide My Ass (HMA, ou "Esconda o meu traseiro"). "As pessoas
ficam fascinadas - depois que você ouve, não consegue esquecê-lo",
brinca Cator.
"Fiquei muito surpreso
como tudo isso viralizou rápido. Nunca montei um plano de negócios ou
nada do gênero. Eu lancei o site inteiro em uma única tarde. Mas se as
pessoas acham que é uma boa causa, eles vão compartilhá-lo", relembra o
jovem.
Cator diz que nome dado à empresa ("Esconda o meu traseiro") ajudou a promovê-la.(Foto: Reprodução/HMA)
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NegóciosDez
anos depois, Cator vendeu seu negócio pelo equivalente a R$ 190
milhões. A HMA, que Cator transformou em uma das maiores empresas de VPN
do mundo, sem a ajuda ou investimento externo, foi comprada pela
gigante de software AVG.
"Uma coisa de
que eu me arrependo é não ter aberto um escritório...e transformar o
meu negócio em uma empresa de verdade um pouco mais cedo", diz.
A
decisão de vender a empresa veio quando um de seus funcionários, que
trabalhavam de forma remota, tentou criar uma empresa concorrente.
"Quando você cresce muito rápido, chega um ponto em que contratar as
pessoas remotamente não é ideal – pois há muita confiança em jogo. Em um
determinado momento, eu tinha pessoas trabalhando para mim em sete ou
oito países, e você não sabe quem elas são até certo ponto", disse.
Já
a AVG está trazendo para seu portfólio uma empresa com 2 milhões de
clientes, um faturamento anual de 11 milhões de libras (R$ 52 milhões) e
um lucro que excede 2 milhões de libras (R$ 9,5 milhões). Pelos termos
do acordo de compra, Cator continuará como chefe-executivo da HMA.
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