Dilma atribui críticas ao governo e queda na popularidade ao fato de ser mulher
Foto: Ricardo Stuckert / Instituto Lula
Em entrevista ao jornal norte-americano Washington Post, a
presidente Dilma Rousseff se disse vítima de argumentos sexistas. "Você
já ouviu alguém dizer que um presidente homem se intromete em tudo? Eu
nunca ouvi. Acredito haver um pouco de viés de gênero. Sou descrita como
uma mulher dura e forte que põe o nariz onde não é chamada e sou
cercada por homens fofos", ironizou a presidente. Ao ser questionada
sobre sua queda de popularidade, hoje em 11% segundo pesquisa Datafolha,
Dilma disse se preocupar, mas sem "perder o rumo". E também atribuiu a
avaliação a um preconceito por ser mulher. "Me preocupar não significa
puxar meus cabelos ou perder o rumo. Você tem de conviver com as
críticas e com o preconceito", afirmou. Durante a entrevista, Dilma
disse que o governo identificou uma piora na situação econômica do país
no fim de 2014, com queda da arrecadação, mas afirmou que a expectativa é
de melhora no ano que vem. "Nossa expectativa é a de que o próximo ano
seja uma situação bem melhor. De 2016 em diante, nós vamos começar a
crescer em um novo padrão de crescimento", avalia. Dilma afirmou que a
marca que quer deixar é de uma enorme redução na desigualdade e que quer
criar condições para que as mudanças sociais sejam permanentes. "Nosso
principal objetivo é que o Brasil se torne um país de classe média",
concluiu.
REFLEXÃO
"Por mais que tenha ideologia, em algum momento o historiador deve adotar um grau de imparcialidade, relatando os fatos como aconteceram, sem colocar as suas convicções acima de tudo"
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