Justiça Federal nega habeas corpus que impediria prisão de Lula
Foto: Ricardo Stuckert/ Institulo Lula
O habeas corpus impetrado por um suposto desconhecido
pedindo que o ex-presidente Lula não seja preso foi negado, nesta
quinta-feira (25), pela Justiça Federal. De acordo com o G1, o pedido de
liberdade havia sido ajuizado pelo consultor Maurício Ramos Thomaz, de
Campinas (SP), com o objetivo de proteger o ex-presidente. Conforme o
autor, Lula estaria na iminência de ser preso preventivamente, o que
seria, conforme a petição, "coação ilegal". O habeas corpus foi
indeferido pelo desembargador federal João Pedro Gebran Neto, do
Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), responsável por julgar
processos da Operação Lava Jato. Segundo o magistrado, “não existe
qualquer fundamento legal para a pretensão”. Além disso, “autor popular
não traz qualquer informação concreta sobre aquilo que imagina ser uma
ameaça ao direito de ir e vir do paciente". O desembargador também negou
seguimento ao habeas corpus. Gebran frisou que o autor usou em sua
petição notícias de jornais, revistas e portais de informação, que “não
servem como fundamento”. O magistrado finalizou a decisão declarando que
a petição será enviada ao Ministério Público Federal "para adoção de
providências cabíveis", tendo em vista que o autor usou linguagem
"imprópria, vulgar e chula, inclusive ofendendo a honra de várias
pessoas nominadas na inicial". Thomaz se referiu ao juiz Sérgio Moro com
expressões como "hitleriano", definindo o magistrado como "moralmente
deficiente". Disse ainda que Moro teria "fraudado a sentença de Nestor
Cerveró".
REFLEXÃO
"Por mais que tenha ideologia, em algum momento o historiador deve adotar um grau de imparcialidade, relatando os fatos como aconteceram, sem colocar as suas convicções acima de tudo"
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