Esquema envolveu mais de US$ 17 milhões
(Foto: Reprodução)
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Em um esquema para fraudar as seguradoras de saúde, o
médico Farid Fata prescrevia medicamentos extremamente caros e, até
mesmo, dosagens bem acima do recomendado para pessoas que não tinham
sido diagnosticadas com câncer.
A prática criminosa teria começado ainda em 2010,
quando um paciente foi diagnosticado com um câncer de sangue raro e,
após passar por três semanas de tratamento intensivo, buscou opinião de
outro médico e acabou descobrindo que nunca tinha tido a doença.
Diversos pacientes acabaram desenvolvendo problemas
em decorrência dos remédios. O esquema envolveu mais de US$ 17 milhões.
Ao ouvir a sentença do juiz, depois de 50 dias de julgamento, o médico
se mostrou arrependido. "Eu não posso olhar meus pacientes e suas
famílias nos olhos, porque estou terrivelmente envergonhado do que fiz",
disse o médico.
"Eu tenho tanto ódio
contra Fata. Seu nome faz com que eu tenha uma dor de cabeça
instantânea", contou Robert Sobieray, 62 anos, ex-paciente e vítima do
médico. "Ele faz meu estômago revirar. É difícil de explicar... as
coisas que eu queria fazer contra esse cara não podem ser faladas em
público”, finalizou.
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