Promotoria alega que quer garantir o pagamento da pena de multa, em caso de condenação
O Ministério Público Federal (MPF) no
Rio de Janeiro entrou com um recurso no Tribunal Regional Federal da 2ª
Região, nesta terça-feira (7), pedindo ao tribunal que reverta a decisão
que desbloqueou parte dos bens do empresário Eike Batista, no último
dia 29 de abril.
(Foto: AFP)
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O
pedido da promotoria é de que sejam bloqueados bens e imóveis do
empresário até um montante de R$ 1,026 bilhão. A promotoria alega que
quer garantir o pagamento da pena de multa, em caso de condenação por
parte da Justiça Federal.
De acordo com o MPF, Eike recebeu cerca de R$ 342
milhões com venda de ações através de informações privilegiadas. Além
disso, o recurso inclui pedido de bloqueio de bens cedidos, doados ou
transferidos a sua mulher, Flávia Sampaio, e aos filhos, Thor e Olin, do
casamento com a ex-modelo Luma de Oliveira.
De
acordo com a reportagem públicada pelo 'O Globo', a defesa do
empresário vai recorrer do recurso apresentado pelo MPF. Segundo a
reportagem, o advogado Ary Bergher afirmou que a promotoria "cumpre
tabela"ao apresentar a ação, mas não está amparado juridicamente.
"Tão logo a defesa tome conhecimento da
fundamentação do recurso do MP, apresentaremos nossas contra razões.
Acredito que não teremos dificuldade em enfrentar, já que a sentença foi
lançada por um juiz imparcial, de lucidez absoluta", afirmou Bergher. A
defesa de Eike tenta transferiri o caso para a justiça estadual e que o
processo comece do zero, com novo juiz e promotoria.
Ainda
segundo o advogado, a defesa do empresário tentará desbloquear cerca de
R$ 200 milhões que continuam confiscados. "Não há porque manter o
bloqueio, não há nenhum fato", concluiu.
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